Eleições legislativas 2019

Marcelo indigitou António Costa como primeiro-ministro

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, em Belém, com António Costa, primeiro-ministro.
EPA/MIGUEL A. LOPES
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, em Belém, com António Costa, primeiro-ministro. EPA/MIGUEL A. LOPES

Marcelo Rebelo de Sousa teve hoje uma maratona de audições com todos os 10 partidos com assento parlamentar.

O Presidente da República acaba de anunciar a indigitação de António Costa para o cargo de primeiro-ministro. “Na sequência das eleições parlamentares no passado domingo, 6 de outubro, ouvidos, nos termos constitucionais, os partidos agora representados na nova Assembleia da República, e tendo em conta os resultados eleitorais, o Presidente da República indigitou hoje o Dr. António Costa, Secretário-Geral do Partido Socialista, como Primeiro-Ministro do XXII Governo Constitucional”, lê-se na nota publicada na página da presidência.

“Depois de publicados os resultados finais oficiais das eleições, seguir-se-á a primeira reunião do novo Parlamento e a nomeação e posse do Governo e, no prazo máximo de dez dias após a nomeação, a submissão do programa do Governo à apreciação da Assembleia da República”, acrescenta a mesma nota.

Marcelo Rebelo de Sousa disse logo no dia seguinte às eleições que queria um processo rápido, justificando com o brexit: “é um Conselho Europeu muito importante para discutir o brexit”, afirmou o chefe de Estado.

“Conviria que o primeiro-ministro indigitado ouvisse os partidos numa composição diferente do Parlamento, portanto, já deste Parlamento acabado de eleger, sobre os temas europeus, antes da tomada de posição no Conselho Europeu”, acrescentou em declarações aos jornalistas à saída de uma iniciativa no Centro de Congressos do Estoril.

Costa faz périplo pelos partidos
Ainda antes da indigitação, o secretário-geral do PS já tinha pedido reuniões com os partidos de esquerda, que além dos atuais elementos da “geringonça” (Bloco de Esquerda, PCP e PEV) acrescenta o Livre e o PAN. Esses encontros vão acontecer já nesta quarta-feira com a deslocação de uma delegação do PS às sedes dos respetivos partidos.

A delegação socialista é constituída por António Costa (agora já na qualidade de primeiro-ministro indigitado), Carlos César, Ana Catarina Mendes e Duarte Cordeiro. Pedro Nuno Santos que foi o “arquiteto” das negociações parlamentares da “geringonça” não estará na mesa das negociações.

O secretário-geral do PS disse logo na noite de domingo que gostaria de renovar a experiência da “geringonça”. “Os portugueses gostaram da ‘geringonça'”, afirmou no discurso da vitória num hotel em Lisboa, apontando para um acordo de legislatura, à semelhança do que aconteceu nos últimos quatro anos.

(notícia atualizada às 20:50 com mais informação)

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