Coronavírus

Marcelo. Situação na região de Lisboa merece “especial atenção”

marcelo
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Presidente da República reuniu-se com os especialistas, no sétimo encontro no Infarmed. Situação na região de Lisboa levanta "preocupação".

Marcelo Rebelo de Sousa garantiu esta quinta-feira que a situação de surtos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo não está descontrolada, mas assumiu que merece “especial atenção” tendo em conta os novos casos.

“A visão global é positiva. A fotografia nacional é positiva”, começou por dizer o Presidente da República no final da reunião com especialistas no Infarmed em Lisboa, acrescentando que “há preocupação em relação à evolução recente em Lisboa e Vale do Tejo, mas, em termos globais, a primeira fase de desconfinamento não perturbou o R (taxa de transmissão)”, esclareceu Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o chefe de Estado “o que se passa hoje em Lisboa e Vale do Tejo deve ser ponderado pelo Governo nas próximas semanas”. “Não há um descontrolo em Lisboa e Vale do Tejo. Há sim uma preocupação”, detalhou o Presidente da República, falando de um “reajustamento” e não uma “inflexão” da próxima fase de desconfinamento prevista para o dia 01 de junho.

“Há uma preocupação permanente de acompanhamento, de vigilância. Não se pode falar em descontrolo na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Fala-se em surtos localizados, conhecidos, com cadeias de transmissão que estão a ser acompanhadas e a preocupação de prevenir. Não há, daquilo que foi aqui analisado, uma situação de descontrolo. Há uma situação de atenção e preocupação”, frisou o Presidente da República.

No dia 08 de junho será feita nova reunião no Infarmed para avaliar as várias fases de desconfinamento da economia.

Pobreza pode explicar
O Presidente da República foi questionado sobre a situação da Região de Lisboa e Vale do Tejo que apresenta uma taxa de transmissibilidade da doença superior à média nacional. Marcelo Rebelo de Sousa apontou algumas explicações avançadas pelos especialistas.

“É patente a existência de focos ou surtos que parecem estar ligados a situações socioeconómicas vividas em certas áreas da região de Lisboa”, afirmou o chefe de Estado, sublinhando que se trata de “um pano de fundo de enquadramento”.

“Em muitos casos as condições socioeconómicas são uma realidade estrutural que pode explicar um ou outro desses surtos. Está a ser acompanhado pelas autoridades sanitárias intervindo caso a caso”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O deputado do Bloco de Esquerda insistiu que “é a população mais pobre que está a ser mais afetada pela pandemia” de covid-19.

A situação merece para já “atenção” e pode levar a reajustamentos durante a próxima fase de desconfinamento. De resto, o deputado do PSD, Ricardo Batista Leite adiantou que o Governo estaria a “ponderar uma resposta diferenciada para a região de Lisboa”, sem ser taxativo.

Notícia atualizada às 13h32 com mais informação

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