Portugal Mobi Summit 2019

Nada como experimentar para perceber os prós e contras da mobilidade elétrica

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Foram muitos os que passaram pelo passeio marítimo de Carcavelos, em Cascais, para conhecer as opções elétricas, tirar dúvidas e experimentar uma trotinete ou uma bicicleta elétrica neste último dia da Portugal Mobi Summit.

O passeio marítimo de Carcavelos tornou-se o ponto de paragem para os muitos que quiseram saber mais sobre uma mobilidade cada vez mais elétrica. No último dia de experiências da cimeira Portugal Mobi Summit, este domingo, poucos resistiram à tentação de andar numa bicicleta ou numa trotinete elétrica. As mais entusiastas até foram as crianças, que nem deixaram os pais prosseguir o passeio sem antes entrar num dos carros da EDP, da Brisa/Via Verde ou da Mobi Cascais. Enquanto os filhos estiveram entretidos, os pais aproveitaram a oportunidade para recolher informação e também satisfazer alguma da curiosidade sobre o novo automóvel da Volkswagen, o ID.3.

As famílias, aliás, são o público preferencial das marcas e entidades que dinamizaram as experiências no passeio marítimo de Carcavelos. Usando uma pista para simular uma viagem, crianças e adultos foram avançando no percurso e ficando a par das vantagens do carro elétrico, não só no plano económico como nas emissões de CO2 que esta opção permite evitar. “ Procuramos mostrar aqui as várias funções que a EDP tem tanto no carregamento privado como público”, explica Mariana Bleck, da área de desenvolvimento dos novos negócios da mobilidade inteligente, da EDP Comercial.

A mobilidade elétrica tem despertado muito interesse, ainda assim, nada como ter a ajuda do público infantil para acelerar o entusiasmo dos adultos: “As crianças são as grandes impulsionadoras da nossa pista, trazendo os pais, que acabam por ficar interessados em saber mais.” Com graus de conhecimento mais variados, a maioria já ganhou consciência sobre a importância da mobilidade elétrica: “Temos pessoas que ainda sabem pouco e outras que estão por dentro dos temas e querem saber ainda mais”, contou Mariana Bleck. Os postos de carregamentos de veículos elétricos são um dos pontos que mais questões levanta: “A maior queixa que ouvimos é sobre a fraca oferta da rede de abastecimento, mas é precisamente nesse aspeto que estamos a trabalhar e a estabelecer parcerias.”

As deficiências na infraestrutura para a mobilidade elétrica são ainda obstáculos para muitos, mas o certo é que vão deixar de ser a médio prazo e os adultos do futuro já não vão ter nem as mesmas dúvidas nem os mesmos desafios dos de agora: “Estas crianças estão a crescer num mundo muito mais sustentável. Os carros, na sua esmagadora maioria, vão ser elétricos e nem todos vão querer ter um estacionado na garagem como nós”, diz Mariana Bleck, destacando as inúmeras soluções partilhadas que se vão tornar cada vez mais populares.

Artur será um desses adultos. Agora, com 10 anos, começou por aprender o que é necessário para conduzir em segurança, na iniciativa da Brisa/Via Verde. O carro era de pedais e ele “adorou” a experiência, ainda que não tenha sido fácil contornar a rotunda. O importante – diz Gislaine Limberger da Silva, a mãe de 40 anos – é usar estas iniciativas para plantar a “sementinha neles”, procurando que comecem desde cedo a “cuidar do ambiente”. A trotinete, em todo o caso, já é quase como um membro da família: “”Gostamos bastante e é fácil de utilizar.”

Ciclistas de fim-de-semana

Há algum tempo que José Magalhães, de 57 anos, tinha curiosidade em saber mais e experimentar uma trotinete. E não deixou escapar a oportunidade: “Queria perceber como funciona, a autonomia, o conforto, a segurança.” Ficou convencido. “Estou a pensar em adquirir uma para as minhas voltinhas aqui na zona e também para a minha filha se deslocar”, contou. As distâncias mais longas é que vão continuar a serem feitas de automóvel movido a combustível: “Estou atento aos elétricos, mas vou esperar que o mercado evolua.”

Luís Miguel, sendo praticante de BTT, esteve mais virado para as bicicletas elétricas, acabando por experimentar uma das que fazem parte da frota Mobi Cascais. Mas este é um transporte que ele e a família usam sobretudo ao fim de semana e que, por enquanto, não esperam estender ao resto dos dias: “Já ponderei essa hipótese, mas as bicicletas são muito caras e tenho sempre medo que as roubem”, admite este pai de 48 anos.

A filha, de 18 anos, preferiu experimentar a trotinete, mas tudo leva a crer que não se tornou uma grande adepta: “No dia a dia não conseguia adotar isto como uma opção prática para ir para a faculdade.” O irmão Tomás é que já não se importaria nada de usar a bicicleta para pedalar até à escola. Mas, antes disso, seria preciso melhorar algumas condições. “Acho que precisamos de mais ciclovias e mais espaços para estacionar ou guardar a bicicleta”, explica o rapaz de 12 anos.

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