Novo Banco. Aethel só pode entrar na corrida em consórcio

Fundo decidiu manifestar o seu interesse um ano e meio depois do anúncio da abertura da nova fase de venda do banco

A Aethel Partners só poderá entrar na corrida pelo Novo Banco caso venha a associar-se com algum dos concorrentes já pré-selecionados pelo Banco de Portugal, como a proposta conjunta da Apollo e da Centerbridge e a oferta apresentada pelo China Minsheng, que visa apenas uma fatia do capital. Para concorrer sozinha, a Aethel teria de esperar que o governo e o Banco de Portugal assumissem que a segunda tentativa de venda do ex-BES foi um novo fracasso.

A falta de avanços ou esclarecimentos oficiais sobre o processo de venda do Novo Banco continua assim a contrastar com a bateria de notícias que, supostamente, vão dando conta de avanços neste dossiê.

Esta segunda-feira foi a vez de ser noticiado o envio de uma carta, na última sexta-feira, por parte da Aethel que, ignorando o facto de o processo de venda já estar em fase de negociações exclusivas com o Lone Star, só agora terá decidido informar o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal do seu interesse no ex-BES.

A manifestação de interesse, segundo apurou o Dinheiro Vivo, foi explicada numa curta missiva, de apenas duas páginas, repleta de números pouco detalhados, e onde é até prometida a entrada de mais investidores institucionais no Novo Banco, investidores que, todavia, não são identificados.

Nada é referido sobre o porquê de ter esperado um ano e meio desde o anúncio de que iria haver um segundo concurso de venda ou, ainda, sobre o porquê de ter esperado que o Banco de Portugal já tivesse decidido com quem iria negociar exclusivamente para apresentar a sua proposta.

Contudo, e conforme escreveu o "Jornal de Negócios", a Aethel promete dar até quatro mil milhões de euros pelo Novo Banco, desde que os contribuintes fiquem com a maioria do risco, não justificando em pormenor as inúmeras condicionantes que associa à oferta - e que baixarão de forma muito significativa o valor final a pagar.

Contactados, nem Banco de Portugal nem Ministério das Finanças quiseram comentar esta oferta de última hora nem o porquê de ainda estarem a receber propostas na fase final de um processo de venda que, supostamente, está em vias de ser encerrado.

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