O futebol saudita além dos petromilhões

Apesar de dominar o futebol asiático, de seleções e de clubes, com incrível competência, o país só é manchete pela compra milionária do Newcastle - onde, aliás, também demonstra incrível competência.

A Arábia Saudita entrou de vez no noticiário do futebol internacional pela aquisição, em outubro, do Newcastle United, da Premier League, por um fundo de investimentos controlado pela família real, num total de 500 mil milhões de dólares. Mas é nas quatro linhas, não só no mundo da alta finança, que o maior país da Ásia Ocidental merece destaque.

Desde junho de 1994, quando a seleção saudita carimbou a passagem aos oitavos-de-final do Mundial dos EUA daquele ano e logo através de um golo maradoniano, a driblar meia seleção da Bélgica, do atacante Said Al-Owairan, que o país não vivia um momento tão brilhante no desporto-rei.

Os Falcões Verdes, como são chamados os jogadores da seleção, passearam na qualificação asiática para o mundial dali do lado, no Qatar, em novembro. Venceram o grupo B, um ponto à frente dos japoneses, responsáveis pela sua única derrota mas quando o apuramento já estava garantido, e sete de avanço sobre a mais badalada Austrália.

No futebol por clubes, o saudita Al Hilal conquistou no final do ano passado a Champions League da Ásia, batendo os sul-coreanos do Pohang Steelers, na final, com o treinador português Leonardo Jardim no banco.

Apesar de não ser fácil dominar a Ásia, tanto por seleções como por clubes, foi, conforme referido logo na primeira frase deste texto, a aquisição multimilionária do Newcastle que fez os sauditas entrarem no noticiário internacional.

Porém, convém sublinhar que o trabalho do Public Investment Fund, RB Sports & Media and PCP Capital Partners, apesar do nome tão próprio do mundo financeiro, tem sido incrível nas quatro linhas.

Em seis meses, o "Al-Newcastle" realizou inteligente mudança de treinador - do ultrapassado Steve Bruce para o moderno Eddie Howe - e investiu 83 milhões de libras em janeiro em contratações cirúrgicas - como a do brasileiro Bruno Guimarães, ex-Lyon, entre outras. Resultado: passou de 19º, na zona de descida, a 10º, a sonhar com competições europeias.

Ter dinheiro ajuda? Muito. Mas, a julgar pela quantidade de clubes ricos mal geridos, utilizá-lo com critério é que é a chave do sucesso.

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