Portugal com a taxa mais baixa de diversidade de género nas administrações dos bancos europeus

De uma amostra de 53 bancos europeus, apenas seis têm um chefe executivo do sexo feminino e Portugal "está significativamente abaixo da média".

A DBRS, depois de realizar uma análise à liderança de 53 bancos europeus no período de cinco anos, entre 2014 e 2019, verificou que, mesmo com as melhorias apresentadas na diversidade de género, as mulheres continuam "significativamente sub-representadas". A acrescentar aos resultados deste estudo, Portugal surge ainda como o país que menos mulheres tem na administração dos bancos e que, dos analisados, apresenta o maior desequilíbrio.

O comentário que examina a composição atual dos conselhos de administração ou de supervisão em relação aos apresentados em 2014 mostra que o aumento para 2019 foi de 10%, com as mulheres a representarem agora 32% destes membros. Já no caso português, quando comparado com estes números, este encontra-se muito abaixo da média europeia a registar apenas 19 pontos percentuais no que respeita aos cargos de administração ocupados pelo sexo feminino.

Do total dos 53 casos analisadas, apenas três têm a liderança do conselho de administração entregue a uma mulher e seis uma presidente executiva, nomeadamente na Noruega, na Suécia, no Reino Unido, em Itália e em Espanha.

Por outro lado, e ainda que com a Noruega e a Suécia a liderar o topo da tabela, a maior evolução foi apresentada pela Dinamarca e pela Irlanda que, para além de serem dois dos países com os mais altos níveis de representação neste relatório, estão igualmente entre as jurisdições com maiores aumentos em relação a este período, com um incremento de 17% e 24%, respetivamente.

Com o objetivo de "acelerar a representação ao mais alto nível, alguns países introduziram legislação de quotas a nível nacional, enquanto outras geografias encontraram mais sucesso na implementação de políticas específicas de bancos destinadas a melhorar a representação na instituição individual" afirma Kevan Viagas, analista financeiro.

No entanto, e contrariamente a outros países escandinavos, nem a Finlândia nem a Dinamarca recorreram às quotas de género nas administrações do setor bancário mas, em alternativa, "a Finlândia financia programas cujos objetivos são o desenvolvimento de competências femininas, enquanto a Dinamarca exige que as suas maiores empresas mantenham políticas sobre a forma como atingirão a diversidade de género a nível de gestão executiva".

"Apesar das mudanças recentes, as mulheres ainda representam menos de um terço dos membros do conselho de administração dos bancos europeus" faz notar, em comunicado, a agência de notação financeira do Canadá. Ainda assim, e se o ritmo se mantiver ao que é apresentado atualmente, a DBRS estima que "a paridade nas direções será alcançada por volta de 2030".

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