Portugal com segunda dívida total que mais recuou nas economias desenvolvidas

O endividamento global continua a escalar, para 318% do PIB. Mas Portugal regista segunda maior queda entre países desenvolvidos, atrás da Irlanda.

Portugal registou, no final de setembro passado, a segunda maior redução do endividamento total entre os países desenvolvidos. Dados divulgados esta terça-feira pelo Institute of International Finance, na publicação Global Debt Monitor, mostram uma quebra de cerca de 15 pontos percentuais na posição no endividamento total português (governo, empresas, famílias e instituições financeiras) no final de setembro de 2018, por comparação com o mesmo período de 2017. Em setembro de 2017, a dívida total portuguesa fazia mais de quatro economias portuguesas nos 404% do PIB. Está agora cerca dos 390% do PIB.

Nos dados do IIF, Portugal surge apenas atrás da Irlandano grupo das economias maduras com maior redução do endividamento. Empresas, bancos, famílias e governo de Dublin conseguiram cortar o endividamento irlandês em 25 pontos percentuais.

Holanda, Grécia, Noruega, Espanha, Bélgica e Reino Unido também estão no grupo das maiores reduções entre as economias avançadas. Já no mundo emergente, registam-se as maiores subidas de dívida total na Argentina, China e Turquia.

O relatório anual do consórcio de estudos formado por várias instituições financeiras privadas internacionais indica que a dívida global supera já os 244,2 biliões de dólares, em 318% do PIB. Ou seja, o mundo deve mais de três vezes aquilo que produz anualmente. O rácio de endividamento global já esteve no seu pico em 2016 (320% do PIB), mas em termos nominais o mundo continua a somar dívidas. Por comparação com setembro de 2016, a dívida global cresceu 27 biliões de dólares.

Os principais contributos para o aumento da dívida global continuam a ser dados pelas empresas privadas e pelos governos, responsáveis por um quarto da subida da dívida desde 2008, ano inaugural da crise financeira mundial. O IIF destaca que a dívida pública mundial atingia em setembro último 65 biliões de dólares (65,2% do PIB), quase o dobro dos 37 biliões registados em setembro de 2008, mês que marcou a bancarrota do banco Lehman Brothers. Já a dívida de empresas deu um salto de 27 biliões de dólares desde então, para 72 biliões de dólares (92% do PIB).

Corrigido às 22h40, eliminando referência a equivalência de 27 mil milhões de euros para valor nominal de recuo da dívida.

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