Pretensão dos EUA de repor sanções da ONU ao Irão rejeitada

O presidente do Conselho de Segurança na Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou hoje a pretensão do Governo dos EUA de a ONU restaurar as sanções ao Irão, um movimento que suscitou uma reação irada da embaixadora norte-americana.

Kelly Craft acusou os opositores da intenção dos EUA de apoiarem o "terrorismo".

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O embaixador indonésio na ONU, Dian Triansyah Djani, cujo país ocupa a presidência rotativa do Conselho, fez o anúncio em resposta a pedidos da China e Federação Russa para divulgar os resultados da auscultação aos 15 membros do órgão.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, insistiu ao fim de quinta-feira que os EUA têm o direito legal de repor as sanções da ONU, apesar de terem saído do acordo nuclear, de 2015, alcançado entre o Irão e seis potências internacionais, apoiado pelo Conselho de Segurança.

Todos os membros do Conselho, menos a República Dominicana, informaram o presidente do Conselho que a ação do Governo dos EUA era ilegal, porque os norte-americanos saíram do acordo em 2018.

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Djani disse aos membros do Conselho, no final de uma reunião virtual sobre o Médio Oriente, realizada hoje: "Depois de ter contactado os membros (do Conselho) e recebido cartas de muitos Estados, está claro para mim que há apenas um membro que tem uma posição sobre as questões, ao passo que um número significativo de membros com perspetivas diferentes".

De posse desta informação, Djani afirmou: "Na minha opinião, não há consenso no Conselho. Portanto, o presidente não está em posição de avançar com mais ações".

Isto significa que o mais poderoso órgão da ONU, pelo menos durante a presidência indonésia, não vai considerar a pretensão dos EUA.

O Níger vai assumir a presidência do Conselho em setembro, e o seu embaixador nas Nações Unidas já considerou ilegal a pretensão dos EUA.

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