Prioridades e motivações dos trabalhadores portugueses mudam com pandemia

Estudo lançado pela EY, especializada em auditoria, revela quais os fatores que têm impacto na motivação dos profissionais portugueses das diferentes gerações - Baby Boomer, Geração X, Millenials e Geração Z.

Com o intuito de conhecer quais os fatores que mais impactam a motivação dos portugueses no local de trabalho, a EY - líder global em auditoria, assessoria fiscal, transações e gestão - questionou 1300 trabalhadores e lançou revelou as conclusões estudo "Motivações de Geração em Geração". Os resultados apresentados "permitem às empresas obter informação sobre o que oferecer para atrair e reter o talento dos profissionais de diferentes faixas etárias", explica a EY, em comunicado.

A investigação realizada pela EY teve início em fevereiro de 2020, no entanto, com o surgimento da pandemia e o seu consequente impacto no meio organizacional, levou a que a consultora alargasse o seu estudo para verificar qual o impacto que este fenómeno teve na motivação de cada geração.

Foram analisadas as quatro gerações que existem atualmente no mercado de trabalho: os Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1960; a Geração X, entre 1961 e 1979; os Millennials, de 1980 a 1995, e a Geração Z, de 1996 até hoje.

O que mudou com a pandemia?

Os trabalhadores com uma média de 60 anos - correspondentes à geração Baby Boomers -, foram o que se revelaram mais impactados pelos desafios impostos pela pandemia. Posto isto, passaram a dar mais importância ao local (físico) de trabalho, a valorizar mais a autonomia na função que desempenham e a questão do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal tornou-se algo central para os mesmos, sentindo assim a necessidade de serem informados sobre a estratégia da empresa.

A obrigatoriedade do teletrabalho imposta nos últimos meses, alterou a relevância que as gerações atribuem à proximidade entre o local de trabalho e o de residência - antes da pandemia, mais de metade dos Millenials e da Geração Z considerava este aspeto essencial e, atualmente, apenas um terço. Por outro lado, todas as gerações atribuíram especial importância à inovação tecnológica da empresa empregadora.

"O clima de incerteza sobre o futuro da economia e do mercado de trabalho originou um recuo das gerações mais jovens, em particular da Geração Z, que é, agora, aquela que menos poderá́ abraçar um novo desafio profissional nos tempos mais próximos", esclarece Anabela Silva, partner e responsável pela área de People Advisory Services da EY, relativamente ao facto de antes do surto viral serem as gerações mais jovens as que mais ponderavam sair da empresa no próximo ano e, agora, serem os Baby Boomers.

Gerações diferentes, motivações distintas

Empresa, desenvolvimento e carreira, remuneração e benefícios, ambiente de trabalho, comunicação, e natureza das tarefas realizadas foram as principais fontes de motivação dos trabalhadores portugueses, identificados pelo estudo feito pela EY.

"A compreensão dos fatores que estão diretamente relacionados com os níveis de motivação de cada um dos perfis dos diferentes trabalhadores é essencial para as organizações perceberem quais são as variáveis que necessitam de trabalho, por forma a atraírem e reterem o seu talento", aponta Anabela Silva, em comunicado.

Os Baby Boomers assumem o reconhecimento do seu trabalho, um bom ambiente de trabalho e a autonomia como fatores importantes. Para esta geração mais conservadora, a colaboração e a entreajuda de equipa é fundamental - ambientes de trabalho mais informais foram valorizados apenas por uma pequena minoria.

Para a Geração X, o equilíbrio entre a vida laboral e a esfera pessoal é o fator mais significativo, apesar de o bom ambiente laboral e o reconhecimento do seu trabalho serem também apreciados. No entanto, a maioria destes profissionais encontra-se insatisfeita com o pacote de benefícios, afirmando necessitar de uma remuneração adequada e reconhecimento profissional, pois isso é o que garantirá que embarquem em novos projetos profissionais.

De acordo com o estudo da EY, os Millenials apresentam vincadamente dois aspetos: o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e o reconhecimento do seu trabalho. Destacam-se das demais gerações por indicarem a formação e o desenvolvimento como motores motivacionais, privilegiando oportunidades de crescimento. Porém, apenas uma minoria considera que se sente desafiado profissionalmente, considerando que a função desempenhada não permitirá desenvolvimento.

Por fim, a Geração Z, a mais recente no mercado de trabalho e que quer ter perspetivas de evolução na carreira. Oportunidades de crescimento a remuneração adequada são os fatores cruciais para esta geração de profissionais, que os vê como necessários para se sentirem realizados. Aproximadamente aos Millenials, também os Z"s não se sentem desafiados profissionalmente, procurando sempre por novos projetos.

As quatro gerações partilham da opinião de que o bom ambiente de trabalho, a boa relação com as chefias e a colaboração entre colegas têm impacto para a sua motivação. Independentemente da geração, "é crucial às organizações saberem em concreto que que fatores impactam diretamente na motivação de um profissional mais sénior ou de um trabalhador mais jovem", remata em comunicado a responsável pela área de People Advisory Services da EY.

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