Eleições legislativas 2019

PS à beira da maioria absoluta e afasta-se mais do PSD

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, discursou na Convenção Nacional do PS. Fotografia: Manuel de Almeida / LUSA
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, discursou na Convenção Nacional do PS. Fotografia: Manuel de Almeida / LUSA

Sondagem divulgada esta sexta-feira coloca o PS no patamar da maioria absoluta. Estudo de opinião foi realizado logo a seguir à greve dos motoristas.

Sexta-feira, 13, parece estar a ser um dia de sorte para os lados do Largo do Rato. As duas sondagens divulgadas apontam para uma maioria absoluta ao alcance do PS. A mais recente, do ICS e ISCTE para o Expresso e SIC dá conta de um novo crescimento nas intenções de voto no partido liderado por António Costa.

O PS conta agora com 42% das intenções de voto (mais 4 p.p. do que em julho) e está 19 pontos percentuais à frente do PSD que estagnou nos 23% e pode garantir ao também primeiro-ministro, mais de metade dos 230 deputados no Parlamento.

Mas se o PS cresce, há quem perca intenções de voto e são os partidos de esquerda que apoiam o governo no Parlamento que sentem maior erosão. Os 4 p.p. que o Partido Socialista ganha, é a exata medida das perdas do Bloco de Esquerda e da CDU (cada um perde 2 pontos percetuais). Mas, nota o Expresso, estas variações encontram-se dentro da margem de erro da diferença entre percentagens em duas amostras independentes.

O partido das Pessoas, Animais e Natureza mantém os 4% de intenções de voto, e o acumulado dos outros partidos vale 5%.

Já durante a manhã, uma sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã, colocava o PS a dois deputados da maioria absoluta.

Estudo de campo logo depois da greve dos motoristas

O estudo de opinião do ICS-ISCTE foi realizado entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro, ou seja, logo a seguir ao fim da greve dos motoristas de matérias perigosas que ameaçaram, mas não conseguiram paralisar o país. O governo lançou mão de todos os instrumentos para anular os efeitos, com a requisição civil alargada.

A paralisação durou quase uma semana. Começou no dia 12 de agosto, segunda-feira, e foi desconvocada no domingo seguinte, dia 18 depois de várias rondas de negociações mediadas pelo governo.

A metodologia detalhada pode ser consultada aqui.

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