Forças de Segurança

PSP e GNR ameaçam com nova manifestação a 21 de janeiro

Lisboa, 21/11/2019 - Manifestação das forças de segurança, organizada pela ASPP/PSP e a APG/GNR com o objetivo de deixar claro ao governo que exigem resolução rápida e medidas concretas para os problemas existentes.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)
Lisboa, 21/11/2019 - Manifestação das forças de segurança, organizada pela ASPP/PSP e a APG/GNR com o objetivo de deixar claro ao governo que exigem resolução rápida e medidas concretas para os problemas existentes. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

As associações de profissionais da PSP e da GNR que hoje se concentraram junto ao parlamento anunciaram para 21 de janeiro um novo protesto, caso o Governo não atenda às suas reivindicações.

O anúncio foi feito por megafone, em frente à Assembleia da República, onde mais de três mil polícias, militares da GNR e apoiantes se manifestaram para reivindicar direitos salariais e sociais que exigem ao Governo desde a anterior legislatura.

Um forte aparato policial cercou a manifestação, que foi pacífica desde o início de um desfile, às 13:00, no Marquês de Pombal, em Lisboa, até à Assembleia da República.

Após esta declaração, os milhares de manifestantes efetuaram um minuto de silêncio por volta das 16:45, depois de terem cantado o hino nacional.

Manifestação das forças de segurança, organizada pela ASPP/PSP e a APG/GNR com o objetivo de deixar claro ao governo que exigem resolução rápida e medidas concretas para os problemas existentes. Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia, ASPP. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

Manifestação das forças de segurança, organizada pela ASPP/PSP e a APG/GNR com o objetivo de deixar claro ao governo que exigem resolução rápida e medidas concretas para os problemas existentes.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia, ASPP.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Elementos das PSP e da GNR em protesto exibem faixa a exigir respeito

Cerca de três mil polícias e militares da GNR concentraram-se ao início da tarde no Marquês de Pombal, em Lisboa, para iniciar o cortejo de protesto até ao parlamento com uma tarja branca onde se lê “exigimos respeito”.

Os manifestantes que encabeçam o cortejo, onde se encontravam vários sindicalistas das estruturas que marcaram a manifestação, agarravam a tarja gigante e preparavam-se para começar o cortejo até ao parlamento

Também se via uma faixa verde, amarela e vermelha com a inscrição Movimento Zero, um movimento social inorgânico criado em maio deste ano por elementos da PSP e da GNR que, segundo a sua página no Facebook, luta pela “valorização, dignidade e respeito” das forças de segurança.

Lisboa, 21/11/2019 - Manifestação das forças de segurança, organizada pela ASPP/PSP e a APG/GNR com o objetivo de deixar claro ao governo que exigem resolução rápida e medidas concretas para os problemas existentes. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

A grande maioria dos elementos da GNR e da PSP que aderiram ao protesto vestem camisolas brancas do Movimento Xero e manifestavam-se apitando e mostrando vários cartazes com as suas reivindicações.

Os autocarros continuavam a chegar ao ponto de encontro do protesto e, segundo fonte da organização, da zona norte do país vieram pelo menos 20.

Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR está o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Lisboa, 21/11/2019 - Manifestação das forças de segurança, organizada pela ASPP/PSP e a APG/GNR com o objetivo de deixar claro ao governo que exigem resolução rápida e medidas concretas para os problemas existentes. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

BE, PCP e IL solidários com polícias e GNR em manifestação, Ventura com t-shirt do movimento Zero

BE, PCP e Iniciativa Liberal solidarizaram-se hoje com os milhares de polícias e elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) na manifestação em Lisboa por melhores condições salariais e de trabalho, no início do protesto, na praça Marquês de Pombal.

Os deputados destes três partidos optaram por estar logo no arranque da manifestação e não no seu destino final, junto às escadarias principais da Assembleia da República, como é costume nestas ocasiões, por considerarem existirem assim melhores condições de segurança e de diálogo com os representantes sindicais.

Já o deputado único do Chega, André Ventura, apresentou-se na sessão plenária do parlamento envergando uma t-shirt branca com símbolos do movimento Zero, no peito e nas costas, e um autocolante com a bandeira portuguesa à frente, do lado esquerdo. Aquele movimento é composto por um conjunto anónimo de elementos das forças de segurança, crítico do movimento sindical e cujos membros comunicam através das redes sociais, alegadamente ligado à extrema-direita.

“Neste caso concreto a solidariedade é absoluta, é total com as reivindicações laborais destes profissionais que têm sido ignorados, esquecidos e desprezados por governos sucessivos naquilo que respeita a resolver uma série de problemas e de condições que se mantêm e que se têm degradado ao longo dos últimos anos”, disse à Agência Lusa a deputada bloquista Sandra Cunha.

De acordo com a parlamentar, a bancada do BE já enviou uma mensagem de correio eletrónico “a todas as associações socioprofissionais da GNR e aos sindicatos da PSP, precisamente a mostrar a disponibilidade para reunir”, tendo já obtido respostas positivas, com o objetivo de trabalhar medidas a incluir no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

“Deslocámo-nos ao Marquês de Pombal para manifestar a nossa compreensão e solidariedade relativamente às razões que assistem aos promotores desta manifestação, os sindicatos e associações socioprofissionais representativas da PSP e GNR porquanto as suas reivindicações têm obtido, ao longo dos anos, um total silêncio e uma total inação por parte dos Governos. Essa continua a ser a posição do atual Governo que, ao mesmo tempo que se mostra aberto ao diálogo, não passa disso”, afirmou o deputado comunista António Filipe.

Este vice-presidente da Assembleia da República lembrou ainda as iniciativas legislativas do PCP recuperadas de outras legislaturas e já reapresentadas recentemente no parlamento sobre forças e serviços de segurança.

“Há um conjunto de reivindicações sobre o funcionamento e operação das forças de segurança e, essas sim, parecem-nos mais críticas, como o reequipamento, o número de efetivos e a própria forma de funcionar em termos de higiene, de saúde, de condições de trabalho das esquadras e dos postos da GNR. Tudo isso indica que há muito tempo vários governos têm desconsiderado estas forças de segurança que são pilar do Estado de direito”, disse o deputado único da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo.

O parlamentar da IL acrescentou que, “não havendo condições para as forças de segurança exercerem as suas funções”, o exercício da liberdade individual fica também posto em causa, motivo pelo qual o partido também se solidarizou com os manifestantes.

Entretanto, a manifestação organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação Profissionais da Guarda (APG/GNR) já chegou a São Bento, com muitas tarjas, apitos e palavras de ordem, e os protestantes concentraram-se junto às grades reforçadas com blocos de betão, nas escadarias principais do parlamento, perante um forte dispositivo policial.

Lisboa, 21/11/2019 - Manifestação das forças de segurança, organizada pela ASPP/PSP e a APG/GNR com o objetivo de deixar claro ao governo que exigem resolução rápida e medidas concretas para os problemas existentes. (Leonardo Negrão / Global Imagens)
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