Rui Rio defende saída de Mário Centeno. "Não tem condições para continuar"

Líder do PSD afirma que o ministro das Finanças não foi "leal" ao primeiro-ministro e deve sair do Governo.

O presidente do PSD defendeu esta quarta-feira o afastamento do ministro das Finanças, depois da polémica à volta da transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco.

"Se estava mal, com esta prestação na Assembleia da República, Centeno ainda ficou pior. Não tem condições para continuar!", escreveu Rui Rio numa publicação na rede social Twitter.

"Mal vai um primeiro-ministro que mantém um ministro que não lhe foi leal", acrescenta o líder social-democrata, acrescentando que "que tem a crítica pública do Presidente da República, que a bancada do PS não defendeu e que diz ser irresponsável fazer o que o primeiro-ministro anunciou", frisa.

"É o que faria se estivesse no lugar do primeiro-ministro. Depois há um juízo a fazer pelo primeiro-ministro", afirmou Rui Rio aos jornalistas no Parlamento depois da publicação, sublinhando que Mário Centeno já não tem condições para defender o Programa de Estabilidade que é debatido esta quinta-feira, dia 14 de maio.

Em causa está a injeção de mais 850 milhões de euros no Novo Banco através do Fundo de Resolução que o primeiro-ministro desconhecia ter sido feita pelo Ministério das Finanças, tendo pedido desculpas ao Bloco de Esquerda por ter dado uma informação errada.

Em entrevista à TSF, o ministro das Finanças admitiu na terça-feira uma falha de comunicação entre o seu gabinete e o do primeiro-ministro quanto à injeção de capital no Novo Banco, mas "não uma falha financeira", que seria desastrosa.

Esta quarta-feira, Mário Centeno garantiu no Parlamento que a transferência "não foi feita à revelia" do primeiro-ministro.

Poucas horas depois, foi o Presidente da República a ficar ao lado de António Costa, retirando o tapete ao titular das Finanças. “O senhor primeiro-ministro esteve muito bem no Parlamento, quando disse que fazia sentido que o Estado cumprisse as suas responsabilidades, mas naturalmente se conhecesse previamente a conclusão da auditoria”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa ao lado do primeiro-ministro depois de uma visita à Autoeuropa.

Notícia atualizada às 19h30 com declarações de Rui Rio

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