Sonae MC. Ofertas para ações no retalho não serão executadas, garante CMVM

Sonae informa que os investidores de retalho que têm até 17 de outubro para cancelar ordens de compra. Regulador diz que não serão executadas

Os investidores de retalho que deram ordens de compra de ações da Sonae MC no âmbito da Oferta Pública de Venda (OPV) têm até 17 de outubro para revogar a sua oferta, informou o grupo de Paulo Azevedo. Mas, mesmo que não o façam, as ordens não serão executadas, garante a CMVM.

A Sonae SGPS realizou uma adenda ao prospeto da OPV da dona do Continente e da Well's depois de a operação de dispersão em bolsa ter caído por terra devido a “condições adversas dos mercados internacionais” que impediram a concretização da oferta junto a investidores institucionais.

“Considerando que a Oferta de Retalho estava sujeita à verificação da condição de pelo menos 217.360.000 de ações serem efetivamente adquiridas no âmbito da Oferta e que, dado o número de ações da Oferta oferecidas na Oferta Institucional e na Oferta de Retalho, tal condição não pode ser verificada se a Oferta Institucional não tiver lugar, a Oferta de Retalho das ações representativas do capital social da Sociedade não será executada. Como tal, os (eventuais) Investidores na Oferta que tenham acordado a compra de Ações da Oferta têm o direito, que pode ser exercido até 17 de outubro de 2018, de revogar as suas aceitações”, informou a Sonae.

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A Comissão de Mercado de Valores Imobiliários (CMVM) frisa, no entanto, que mesmo que o investidor não cancele a ordens de compra, as mesmas não serão executadas. “A divulgação de um comunicado de informação privilegiada durante uma OPV implica necessariamente a obrigação de publicar uma adenda ao prospeto, circunstância para a qual a CMVM alertou de imediato a Sonae MC”, frisa fonte oficial do regulador de mercados.

“Nessa adenda, a emitente abordará ainda o período de irrevogabilidade das ordens, atendendo a que a OPV não se irá concretizar. Em qualquer caso, mesmo que não sejam revogadas, as ordens não serão executadas", assegura.

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