Treino de cães é dos serviços mais procurados pelos portugueses

O confinamento teve grande impacto nos animais de companhia, alterando hábitos e rotinas.

O treino de cães é dos serviços com maior procura desde o início da pandemia. A conclusão é da Fixando, a maior plataforma nacional de contratação de serviços, e que adianta que, só este ano, a procura por treinadores de cães aumentou 134% face ao período homólogo.

A obediência é o principal tipo de treino procurado, com 73% das pesquisas, seguindo-se a modificação comportamental (40%) e a socialização (25%). São, naturalmente, os donos de cachorros os que mais procuram este tipo de serviço (58%), mas, em 20% dos casos, trata-se de donos de cães com um a dois anos.

Segundo a Fixando, o custo médio de um treino de cães situa-se nos 35 euros, mas o preço varia consoante o número de horas semanais, o tipo de acompanhamento e se decorre em modo presencial ou remoto.

"Neste momento, temos inscritos na Fixando cerca de 300 profissionais nesta área, contudo não são suficientes para dar resposta à procura que temos sentido no último ano. Com as várias ações de angariação de profissionais que temos realizado nesta área em específico, verificamos que existe uma grande falta de treinadores de cães em Portugal, o que faz com que muitos clientes fiquem em lista de espera ou que não consigam sequer encontrar um treinador para os ajudar com os seus animais de companhia", explica Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando.

A pandemia teve grande impacto nos animais de companhia, já que, com o confinamento e o teletrabalho, alterou hábitos e rotinas, levando os donos a procurar ajuda. Por outro lado, a análise da Fixando mostra que muitos portugueses aproveitaram o confinamento para arranjar um animal de estimação: 53% dos inquiridos afirmaram ter animais e 78% a classificarem de fundamental esta companhia em casa.

Quem não tem animais aponta a falta de espaço (45%), a falta de tempo (31%) e a falta de disponibilidade financeira (15%). Segundo a Fixando, o gasto médio por animal é da ordem dos 55 euros mensais, sendo que as maiores parcelas se prendem com a alimentação (98%), veterinário (33%), medicamentos (19%) e acessórios (13%).

"O impacto do desconfinamento na alteração dos hábitos dos animais de estimação, aliado à chegada do verão e à inexistência de treinadores disponíveis para ajudar os donos, poderá levar ao abandono dos animais adotados durante o confinamento", teme Alice Nunes, que acrescenta: "É urgente evitar que tal aconteça. Para isso precisamos de mais profissionais especializados em treino e comportamento animal que consigam dar resposta aos donos com a maior brevidade possível".

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