Três mortos e 785 casos confirmados de covid-19 em Portugal

Já há 785 casos confirmados de coronavírus em Portugal, anunciou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS). São mais 143 casos em 24 horas. Morreram já três pessoas.

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Houve um aumento de 22,3% face ao dia anterior, anunciou a DGS no boletim informativo desta manhã. Neste momento, estão 8091 pessoas estão em vigilância e 488 ainda aguardam o resultado dos testes realizados. O número total de casos não confirmados é de 4788 e continuam 24 cadeias de transmissão ativas. Existem 20 doentes nos cuidados intensivos.

Duas vítimas mortais passam agora a três

Ontem, quarta-feira foi avançado que o presidente conselho de administração do banco Santander, António Vieira Monteiro, foi a segunda vítima mortal em Portugal do Covid-19. A informação foi confirmada pelo Dinheiro Vivo, junto de fonte oficial do banco. O banqueiro, de 73 anos, já estaria doente há várias semanas e, face ao quadro debilitado do banqueiro, o novo coronavírus foi fatal. Vieira Monteiro estava internado no Hospital de São José, em Lisboa, onde acabou por falecer.

Já na segunda-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou a primeira morte. Mário Veríssimo, antigo massagista do Estrela da Amadora e amigo de Jorge Jesus, treinador do Flamengo, morreu aos 80 anos no no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Sofria de "várias patologias associadas".

Esta quinta-feira morreu a terceira pessoa doente com covid-19, na zona Centro, indica a DGS.

O novo coronavírus já infetou desde dezembro mais de 210 mil pessoas e o número de mortes subiu para mais de 8 mil.

Esta manhã, sobre a questão de poderem existir milhares de portugueses infetados com covid-19, Graça Freitas admitiu que é possível : "todos sabemos que há pessoas que não manifestam sintomas e que as pessoas que estão a ser testadas já se infetaram há cinco ou seis dias". Certo é que neste momento: "temos praticamente todos os hospitais prontos a receber doentes".

Os conselhos da DGS para as empresas

A Direção-Geral da Saúde emitiu recomendações às empresas por causa do coronavírus, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, evitando reuniões em sala.

Na orientação publicada na página da internet, a DGS diz que as empresas devem estar preparadas para a possibilidade de parte (ou a totalidade) dos seus trabalhadores não irem trabalhar, devido a doença, suspensão de transportes públicos ou encerramento de escolas e que devem avaliar as atividades imprescindíveis na empresa e os recursos essenciais para as manter.

Aconselha ainda as empresas a recorreram a formas alternativas de trabalho, como o teletrabalho, reuniões por vídeo e teleconferências, assim como o acesso remoto dos clientes. Para este efeito, as companhias devem "ponderar o reforço das infraestruturas tecnológicas de comunicação e informação", refere a DGS.

Para restringir o contacto direto com os casos suspeitos que possam surgir, as empresas devem criar áreas de isolamento com ventilação natural, ou sistema de ventilação mecânica, e revestimentos lisos e laváveis, sem tapetes, alcatifas ou cortinados.

Estas áreas deverão estar equipadas com telefone, cadeira ou marquesa, água e alguns alimentos não perecíveis, contentor de resíduos (com abertura não manual e saco de plástico), solução antisséptica de base alcoólica, toalhetes de papel, máscaras cirúrgicas, luvas descartáveis e termómetro.

Nesta área, ou próximo, deve existir uma instalação sanitária devidamente equipada, nomeadamente com doseador de sabão e toalhetes de papel, para a utilização exclusiva do trabalhador com sintomas/caso suspeito, acrescenta.

A empresa deverá incluir no seu plano de contingência procedimentos básicos para higienização das mãos (devem ser lavadas com água e sabão e/ou desinfetadas), regras de etiqueta respiratória (evitar tossir ou espirrar para as mãos), de colocação de máscara cirúrgica (incluindo a higienização das mãos antes de colocar e após remover a máscara) e de conduta social que incluam alterações na frequência e/ou a forma de contacto entre os trabalhadores e entre estes e os clientes, evitando o aperto de mão, as reuniões presenciais e os postos de trabalho partilhados.

Os planos de contingência devem ainda identificar os profissionais de saúde a contactar, mantendo acessíveis na empresa os contactos do Serviço de Saúde do Trabalho e, se possível, do(s) médico(s) do trabalho responsável(veis) pela vigilância da saúde dos trabalhadores.

Segundo esta orientação da DGS, as empresas devem ainda disponibilizar em sítios estratégicos (zonas de refeições, registos biométricos e zonas de isolamento) máscaras cirúrgicas para utilização do trabalhador com sintomas (caso suspeito) e para serem utilizadas, enquanto medida de precaução, pelos trabalhadores que prestam assistência ao/s caso/s suspeito/s, assim como toalhetes de papel para secagem das mãos.

As autoridades recomendam ainda o planeamento da higienização e limpeza dos revestimentos, equipamentos e utensílios, assim como dos objetos e superfícies como corrimãos, maçanetas de portas e botões de elevador.

Os planos devem ainda prever procedimento de vigilância de contactos próximos do caso suspeito, designadamente trabalhadores que estejam no mesmo posto de trabalho (gabinete, sala, secção, zona até 2 metros) ou que estiveram face-a-face com o caso confirmado ou que esteve com este em espaço fechado.

Perante um caso confirmado de covid-19, a DGS diz ainda que devem ser ativados os procedimentos de vigilância ativa dos contactos próximos (familiares e amigos).

Segundo esta orientação da DGS, o período de incubação estimado do novo coronavírus é de dois a 12 dias. Como medida de precaução, as autoridades recomendam a vigilância ativa dos contactos próximos durante 14 dias desde a data da última exposição ao caso confirmado.

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(Notícia atualizada às 12h46)

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