Trump deixa a Biden cláusula com farmacêuticas que proíbe doações de vacinas em excesso dos EUA

A cláusula contratual assinada com as farmacêuticas para vacinas produzidas nos EUA pelo antigo Presidentes dos Estados Unidos proíbe a partilha de excedentes a outros países que possam precisar. Executivo de Biden tem de lidar com contrato que impede venda ou doações.

Os protocolos que o executivo de Donald Trump assinou com os laboratórios de vacinas proíbem que os Estados Unidos partilhem as doses que são consideradas excedentes com o resto dos países, seja por venda ou mesmo doação.

De acordo com a informação divulgada pela Vanity Fair, os contratos com a Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen são claros e indicam que "o Governo não pode usufruir ou autorizar o uso de quaisquer produtos ou materiais fornecidos sob este contrato, a menos que tal uso ocorra nos Estados Unidos".

As cláusulas em questão foram pensadas para garantir que os fabricantes mantinham a proteção de responsabilidade, mas tiveram também como objetivo expandir um dos lemas de governo de Trump "America First", mas acabam por limitar o executivo atual de Joe Biden.

"Isto proibe por completo os EUA de doar ou (re)vender os excedentes, porque seria uma violação de contrato", afirma à Vanity Fair uma fonte da atual administração envolvido no esforço de planeamento global. "É uma proibição completa e total, e tais parâmetros legais terão de mudar até podermos fazer alguma coisa para ajudar o resto do mundo", conclui.

Numa declaração feita à mesma revista, um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA reconheceu as restrições contratuais e explicou que "tentou já negociar os termos que permitiriam o uso de doses de vacinas fora dos EUA mas, em alguns casos, os próprios fabricantes recusaram".

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