12 conselhos para sobreviver aos 60

Amanhã é o meu aniversário - é sempre uma oportunidade para reflexão, mas especialmente desta vez.

Há já várias semanas que tenho estado a pensar sobre o que aprendi durante as últimas seis décadas que realmente importe. Aqui fica um esboço:

1. Quanto mais nos conhecemos, mais poder temos para nos comportarmos melhor.

A humildade é subestimada. Todos nós temos uma capacidade infinita para o autoengano - inúmeras maneiras inconscientes para nos protegermos da dor, incerteza e responsabilidade - muitas vezes à custa dos outros e de nós próprios. A introspeção interminável pode transformar-se em autoindulgência, mas aprofundar a autoconsciência é essencial para nos libertarmos dos nossos comportamentos reativos e habituais.

2. Repare no que é positivo.

Cada um de nós transporta uma predisposição evolutiva para se deter naquilo que está errado nas

nossas vidas. O antídoto é tirar tempo de propósito todos os dias para reparar no que está a correr bem, e sentir-se grato com o que tem. O que, provavelmente, será muito.

3. Enterre a certeza.

O contrário não é a incerteza. É abertura, curiosidade e vontade de abraçar o paradoxo, em vez de

escolher lados. O desafio final é aceitar-nos a nós próprios exatamente como somos, mas nunca deixar de tentar aprender e crescer.

4. Nunca procure o seu valor à custa de outras pessoas.

Quando nos estamos a sentir desvalorizados, o nosso instinto reativo é fazer qualquer coisa para restaurarmos o que perdemos. Desvalorizar a pessoa que o fez sentir mal só instigará mais do mesmo em troca.

5. Faça o que é mais importante logo de manhã e nunca terá um

dia improdutivo.

A maioria das pessoas tem o máximo da energia no início do dia, e o menor número de distrações. Ao concentrar-se por um determinado período de tempo, sem interrupção, na tarefa mais importante por não mais do que 90 minutos, é possível conseguir realizar uma quantidade extraordinária de trabalho num curto período de tempo.

6. É possível ser excelente em qualquer coisa, mas nada que valha a pena é fácil e o desconforto faz parte do crescimento.

Melhorar em alguma coisa depende muito menos do talento inato do que da vontade de praticar a atividade repetidamente, e procurar feedback regular , quanto mais preciso melhor.

7. Quanto mais comportamentos tornar intencionalmente automáticos

na sua vida, mais coisas conseguirá fazer.

Se tiver que pensar em fazer alguma coisa cada vez que a fizer, provavelmente não a fará por muito tempo. O truque é fazer mais coisas usando menos energia e autocontrolo consciente. Com que frequência se esquece de lavar osdentes ?

8. Desacelere.

A velocidade é inimiga de quase tudo o que importa realmente na vida. É viciante e prejudica a qualidade, compaixão, profundidade, criatividade, apreciação e relações reais.

9. A sensação de ter o suficiente é mágica.

Esta raramente depende da quantidade de coisas que tem. Mais raramente é melhor.

Qualquer coisa em demasia acaba por se tornar tóxica.

10. Faça o que é correto porque é o que deve fazer, e não

espere nada em troca.

Os seus valores são um dos únicos bens que possui que ninguém lhe pode tirar. Fazer o que está certo poderá nem sempre proporcionar-lhe o que pensa querer na altura, mas quase sempre o deixará a sentir-se melhor consigo próprio a longo prazo. Na dúvida, escolha a calma e gentileza.

11. Adicione mais valor ao mundo do que aquele que está a usar.

Gastamos os recursos da Terra todos os dias. O principal desafio da vida é colocar mais no mundo do que aquilo que retiramos.

12. Saboreie todos os momentos - mesmo os mais difíceis. A vida passa demasiado depressa.

HBR/Tony Schwartz é presidente e CEO do The Energy Project e

autor de Be Excellent at Anything.

Texto originalmente publicado em fevereiro de 2013

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