Barómetro Recursos Humanos. Aumentar salários não é prioridade

49% das empresas questionadas pretende recrutar, aumentando assim o número de colaboradores até ao final deste ano.

Atualmente, 0% das equipas de recursos humanos nas empresas considera prioritário aumentar salários. Esta é uma das conclusões da sétima edição do Barómetro Recursos Humanos, agora divulgado e elaborado pelo Kaizen Institute em Portugal, de acordo com o qual continuam a existir intenções de criação de novos postos de trabalho: 49% das empresas questionadas pretende recrutar, aumentando assim o número de colaboradores até ao final deste ano. 43% admite que não fará alterações e 8% afirma que haverá reduções dentro da instituição.

Da mesma forma, 73% dos inquiridos no estudo - que questionou cerca de 80 empresas no país - considera que o tema dos recursos humanos é intrínseco ao mindset e à gestão da empresa.

Os dados mostram também que o nível de motivação dos trabalhadores tem vindo a aumentar – em 2014 a média era de 11,7 e cresceu para 12,5 em março de 2016, registando o primeiro decréscimo em outubro do ano passado para 12,3, voltando agora a subir para uma média de 13,4 valores.

“O Barómetro de RH permite-nos analisar o mercado laboral e conhecer com regularidade – fazemos este barómetro duas vezes por ano – de que forma os colaboradores estão mais ou menos motivados e como as direções de recursos humanos perspetivam as suas equipas a médio prazo e com se adaptam às mudanças das instituições, da economia e do mercado”, sublinha António Costa, senior partner do Kaizen Institute Western Europe.

Dados recentes mostram também que as prioridades da equipa de recursos humanos passam pela formação e desenvolvimento dos colaboradores (35%); pela motivação diária das equipas (24%); pela gestão do talento (22%); preocupação em criar um plano de benefícios e de compensações (5%); e em igual percentagem (3%) pela avaliação do desempenho dos colaboradores, e diversidades e inclusão das pessoas.

No âmbito das iniciativas existentes nas empresas, para promover a relação entre as chefias e os colaboradores, 57% destaca o acompanhamento frequente da ligação entre os objetivos da equipa/individuais e os objetivos da organização. 51% diz existirem momentos normalizados de comunicação; 43% exemplifica a existência de confraternização de comemorações de datas; 38% identifica os encontros regulares informais; 32% afirma existirem atividades de team building; 19% sublinha o acompanhamento do plano de carreira e ações e feedback; e 11% admite não existirem iniciativas em concreto.

Quando questionadas sobre a eventualidade das 35 horas semanais replicarem-se no setor privado, 49% das empresas afirma não ser um tema prioritário neste momento; 24% vê como um aspeto positivo que promoverá o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal; 16% identifica-o como negativo devido aos custos adicionais com novas contratações. Não obstante, 5% vê a medida como positiva e que poderá aumentar a produtividade dos colaboradores.

Face ao cenário da substituição de trabalho por máquinas a médio longo prazo, 68% integra já no plano estratégico da empresa a requalificação das competências dos colaboradores; 43% admite contratações de perfis com competências complementares. 35% dos inquiridos prevê reafectar pessoas a outras áreas já existentes; 27% afirma não ter atividades planeada; e 16% afirma que criará novos departamentos para entrega de novo produto/serviço.

 

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