Ordem do Norte ajuda a resolver "crise" de estágios em engenharia

Quase uma centena de recém-licenciados ou engenheiros desempregados estão inscritos no programa que a Ordem dos Engenheiros - Região Norte lançou há nove meses para conseguirem encontrar estágios ou emprego. Entre cerca de 20 empresas que aderiram ao conceito, e com o apoio do IEFP, já foram colocados 30 estagiários que, ao cabo de seis a doze meses de treino, poderão exercer a profissão de forma autónoma.

"O nosso objetivo ao criar esta bolsa de estágios é permitir que os recém-licenciados consigam passar pelo estágio obrigatório para poderem exercer. Sem isso, não poderiam arranjar emprego, e na área da engenharia civil as dificuldades trazidas pela crise ainda se fazem sentir. Nem de borla as empresas queriam admitir estagiários", revela Fernando de Almeida Santos, presidente da Ordem dos Engenheiros - Região Norte, entidade autora do Percurso Integração Profissional do Engenheiro e Estagiário (PIPE) que "outras regiões adaptaram e replicaram".

De facto, os números confirmam a dificuldade dos engenheiros civis: 59 dos 80 licenciados inscritos no PIPE escolheram essa especialização. "Ainda há falta de emprego na engenharia civil, mas temos alertado que, perante um cenário normal, dentro de cinco a seis anos, vamos ter de fazer regressar os nossos engenheiros que emigraram ou importar engenheiros. Hoje, todas as universidades juntas têm 150 alunos de engenharia civil quando, pelas necessidades que prevemos, deveriam ter 350 a 400 a formar-se anualmente", adianta o responsável.

Além do estágio obrigatório para a inscrição na Ordem, o programa "facilita a entrada na vida ativa, visto que havendo contacto, depois acreditamos que haverá emprego", aponta Almeida Santos.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de