Trabalho temporário com quebra de mais de três mil colocações entre abril e junho

Empresas de componentes para a indústria automóvel foram as que mais recorreram ao trabalho temporário no segundo trimestre.

O número total de colocações em trabalho temporário no segundo trimestre ascendeu a 92.847, menos dos que as 96.099 dos primeiros três meses do ano, revelam os barómetros do trabalho temporário da APESPE-RH e ISCTE relativos aos meses de abril, maio e junho.

Em comparação com os mesmos três meses de 2020, verifica-se uma recuperação, mas é preciso ter em conta que a comparação é feita com meses afetados pela pandemia de covid-19 no ano passado.

"No total, o aumento no número de colocações no 2º trimestre de 2021 face ao mesmo período do ano anterior foi de +45% (64.047 em 2020 vs 92.847 em 2021). Apesar do crescimento em relação ao período homólogo do ano passado, ainda há uma quebra relativamente às colocações do 1º trimestre de 2021 (96.099)", explica a Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos (APESPE-RH).

O Índice do Trabalho Temporário (Índice TT), avança ainda a APESPE-RH, "subiu em todos os meses de 2021, com exceção de junho, mas ainda assim com um valor elevado em relação a meses anteriores (1,46). Abril, maio e junho revelam assim um índice superior aos períodos homólogos anteriores, já durante a pandemia".

O índice mostra ainda que houve uma ligeira descida na contratação de mulheres (44,7% em abril e maio e 44,2% em junho), e ao nível de idades são os trabalhadores com menos de 30 anos os mais representados (48% em abril e maio e 47,8% em junho). O nível de escolaridade predominante é o ensino básico (67,5% em abril, 66,9% em maio e 66,3% em junho).

As empresas de componentes para a indústria automóvel foram as que mais recorreram ao trabalho temporário no segundo trimestre deste ano, seguidas das de fornecimento de refeições para eventos e outras atividades de serviço de refeições.

Em termos de profissões destacam-se os empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes" (cerca de 21%).

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