Heróis PME

Coragem, visão e resiliência são pontos comuns nestas empresas

Finalistas do Prémio Heróis PME nos estúdios da TSF, em Lisboa, onde falaram dos seus negócios. (Paulo Spranger/Global Imagens)
Finalistas do Prémio Heróis PME nos estúdios da TSF, em Lisboa, onde falaram dos seus negócios. (Paulo Spranger/Global Imagens)

Finalistas da terceira edição do Prémio Heróis PME reuniram-se para partilhar as suas histórias, revelar o segredo do sucesso e dar conselhos a futuros empresários.

A terceira edição do Prémio Heróis PME, um projeto da Yunit em parceria com o Dinheiro Vivo e a TSF, voltou a distinguir empresas portuguesas com histórias inspiradoras de superação e sucesso. A Altronix, empresa de produção de etiquetas e codificação, foi a grande vencedora desta edição, e juntou-se às restantes finalistas numa mesa-redonda nos estúdios da TSF. A visão, o impacto na comunidade, a coragem e a resiliência foram alguns dos ingredientes para o sucesso revelados pelos empresários da Readiness IT, Óculos para Todos, Sysdev e Casa dos Reclamos.

“Começámos muito pequeninos. Não tínhamos stock, quase não tínhamos produto. Quando se está no mercado a começar do zero apanham-se enormes obstáculos. É necessário que todos os anos nos reinventemos, e aqui o conceito disruptivo tem de ser levado muito a sério”, começa por contar Rui Fonseca, fundador da Altronix. A empresa especialista em etiquetas e codificação nasceu em 2004, na Trofa, e tem clientes como a EDP, a Bosch, e a Volkswagen Autoeuropa, assumindo também um papel no mercado internacional. “Comercializávamos, comprávamos e vendíamos aos clientes. A determinada altura decidimos dar o salto para produzir uma fábrica de etiquetas”, conta o empresário. Atualmente, a Altronix produz mais de 350 milhões de etiquetas por ano e vende para países tão distintos como o Brasil ou a Malásia.

A Casa dos Reclamos nasceu há 25 anos, numa garagem em Vila das Aves, onde Francisco Abreu pintava reclamos à mão para o Clube Desportivo das Aves. No final de novembro de 2016, a empresa especialista em impressão e produção de publicidade foi posta à prova quando um incêndio destruiu integralmente a única fábrica. “Naquele momento não senti medo. Nesse mesmo dia, prometi às pessoas que tinha sido um percalço. Sabia que era uma questão de seguir em frente”, revela o filho, Miguel Abreu. No ano que se seguiu ao incêndio, a Casa dos Reclamos faturou mais 100%, continuando a ser uma das mais importantes do setor.

Em 2015, Alexandre Lopes deixou a profissão de bancário para se dedicar ao mundo desconhecido da ótica. “Quebrei todas as regras do setor. Falei com parceiros, com fornecedores, expliquei a minha ideia e quase ninguém acreditou em mim”, conta. Fundada no Porto, a Óculos para Todos criou o conceito de smart cost, aliando a qualidade ao baixo preço. “No ramo da ótica, as margens rondam os 500% a 800%, e nós conseguimos vender óculos com margens de 50% a 70%”, mantendo a qualidade do produto, garante o empresário. Hoje, soma dois mil clientes novos por mês e prepara-se para abrir a primeira loja em Lisboa.

A Readiness IT nasceu no Porto e foi a “luz ao fundo do túnel” para um grupo de ex-colegas da Portugal Telecom, que viram uma oportunidade de continuar a carreira internacional, conta Adérito Ferreira. O objetivo é ajudar as empresas de telecomunicações a melhorar o serviço ao cliente, através da tecnologia. Quase quatro anos depois têm mais de 300 colaboradores e clientes em 72 países, entre eles alguns dos maiores operadores de telecomunicações do mundo. “A Sysdev nasceu da necessidade que vimos no mercado de criar plataformas que permitam às pessoas mais comuns criarem as suas próprias aplicações”, explica Arsénio Gil. A plataforma fundada em 2006, em Aveiro, veio contornar a complexidade da tecnologia e o elevado custo do setor, sempre com uma “visão global”.

“Com as novas tecnologias é relativamente fácil chegar ao sucesso. O que é verdadeiramente difícil é manter-se lá”, reforça Rui Fonseca, da Altronix. Para estes empresários, a internacionalização e a aposta na inovação são fatores fundamentais para o sucesso. Destacaram ainda a importância de ter uma equipa forte, disruptiva, e o consumidor como maior foco do negócio. “Só conseguimos ter clientes satisfeitos se as nossas pessoas tiverem orgulho naquilo que fazem”, sublinha Adérito Ferreira, da Readiness IT.

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