Heróis PME

É preciso aplicar “recursos, tempo e financiamento” para internacionalizar

Diogo Vasconcelos (Yunit), Eduardo Taborda (Syone), Pedro Magalhães (CCIP) e Miguel Silveira (Victoria Seguros). 
(Tony Dias/Global Imagens)
Diogo Vasconcelos (Yunit), Eduardo Taborda (Syone), Pedro Magalhães (CCIP) e Miguel Silveira (Victoria Seguros). (Tony Dias/Global Imagens)

Como vencer o desafio da internacionalização foi o tema em debate no encontro promovido pela Yunit, em Aveiro.

As empresas que pretendem internacionalizar-se ou procurar novos mercados devem ter capacidade de “persistência e resiliência”, disse Pedro Magalhães, diretor de relações internacionais na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, no II Encontro Yunit – Heróis PME, que decorreu em Aveiro, com o apoio da Victoria Seguros, sob o tema “Internacionalização: como vencer o desafio”.

Uma simples ida ao estrangeiro não chega, é preciso, diz Pedro Magalhães, aplicar “recursos, tempo e financiamento” no processo. E “nem todos têm capacidade para internacionalizar nem têm de ter essa ambição”, convém fazer primeiro o diagnóstico. Até porque a internacionalização “não é fácil, não é rápida e não é barata. É preciso semear muito, ter uma ponta de sorte, ter os parceiros certos, é preciso esperar e aplicar equipas, é preciso ir muitas vezes aos mercados, conhecer bem e ganhar confiança para depois conseguir contratos”, explica.

Na viragem do século, 80% das exportações nacionais tinham como destino a Europa. Há cerca de uma década, começaram a surgir outros mercados, como os PALOP. “Esses eram os mercados óbvios e durante anos foram esquecidos outros mercados que estavam a passar por processos de evolução significativos e que representavam boas oportunidades”, refere Pedro Magalhães, que aconselha os empresários a aproveitar o potencial de mercados emergentes. E aponta exemplos: México, Emirados Árabes Unidos, Chile, Vietname, Indonésia, Filipinas, Egito, Argélia e Marrocos. A nível europeu destacam-se a Polónia, a Turquia, a Roménia, a França e a Alemanha.

Eduardo Taborda, da Syone, PME na área das tecnologias e software, diz que é preciso procurar “parceiros”, “afinidades” e mercados em que o produto ou os serviços marquem pela “diferença”. Também é preciso ser-se “eficiente” e ter “capacidade de adaptação” a outras realidades para se conseguir dar o salto para o estrangeiro.

Há apoios, salienta Diogo Vasconcelos, consultor de incentivos ao investimento da Yunit, que “ajudam e podem acelerar” esse processo de internacionalização. Quem pretender alcançar mercados externos deve, porém, planear bem o processo e avaliar se tem “capacidade de resposta e de produção” para novas realidades.

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