Imobiliário

Preços das casas vão subir só em quatro cidades. Lisboa é uma delas

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Fotografia: Liam Mckay/Unsplash

Consultora britânica antecipa queda generalizada no imobiliário por efeito da covid.

Com covid a arrasar a economia mundial, o mercado imobiliário está a sofrer os efeitos da pandemia da mesma forma que todos os outros setores, prevendo-se uma quebra generalizada de procura e de preços, mesmo entre as casas de luxo. Mas há um último reduto que parece escapar ao pior. De acordo com os consultores britânicos da Knight Frank, há quatro cidades entre os 20 mercados que a consultora imobiliária segue que deverão escapar à razia que fará o mercado cair entre 01% e 5% neste ano. E Lisboa é uma delas, com a agência a antecipar alguma subida de preços nas casas de topo mesmo em contexto de pandemia.

A par das casas de luxo na capital portuguesa, a exceção na queda de preços estende-se ao Mónaco, a Viena e a Xangai, antecipando-se as piores quedas em Buenos Aires, Mumbai, Hong Kong, Singapura e Vancouver. “Das 20 cidades mundiais analisadas, 16 terão declínio de preços em 2020 com muito poucos mercados imobiliários a conseguir evitar cair em território negativo – graças a uma oferta reduzida ou por terem sido capazes de manter algumas transações neste período de confinamento”, explica o global head of research da Knight Frank, Liam Bailey.

Será também Lisboa – e Londres – a puxar pelo mercado no próximo ano, quando chegar a recuperação, antecipam os especialistas, citados pela imobiliária de luxo Mansion Global. E a forma como Portugal está a conseguir conter a evolução da pandemia tem peso nessa perspetiva: “A forma como o país está a lidar com esta crise, a par de uma subida na procura e pouca oferta de luxo vão impulsionar a subida” de preços destas casas de topo em Lisboa, justifica Kate Everett-Allen, head of international residential research na Knight Frank, citada pela agência. Em Londres a recuperação prende-se com um passado recente de queda bem acima da média, devido a um processo de brexit prolongado e que levou a sucessivas eleições e indecisão política e provocou grande retração no mercado, chegando em alguns casos a cair 25%.

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