18 milhões de euros em restauros em 58 monumentos

As igrejas Românicas continuam a receber cerimónias religiosas e, em simultâneo, a receber turistas. O mesmo acontece nos espaços ao ar livre onde estão os monumentos.

A Igreja de Santo Isidoro, em Marco de Canaveses, classificada como Monumento Nacional, e o Mosteiro de Ancede, em Baião, são os dois monumentos da Rota do Românico (RR) que estão, neste momento, a receber obras de restauro e conservação. Até 2022 está previsto um investimento total de 18 milhões de euros nos 58 monumentos que compõem a rota. "São monumentos com cerca de mil anos de história e temos a responsabilidade de manter o património para o futuro. Sendo a RR um projeto turístico-cultural sabemos que o turista sentir-se-á melhor e usufruirá mais se estes monumentos estiverem cuidados e esta é a nossa preocupação: que os monumentos que integram a Rota estejam com um aspeto cuidado e tenham coerência ao nível da intervenção", explica Ricardo Magalhães, coordenador da área de conservação e Salvaguarda da Rota.

As igrejas Românicas continuam a receber cerimónias religiosas e, em simultâneo, a receber turistas. O mesmo acontece nos espaços ao ar livre onde estão os monumentos. "Dos 58 monumentos que integram a Rota, estamos a falar de diferentes tipologias como mosteiros, pontes, torres, memoriais e outros. Monumentos com diferentes escalas e com diferentes tipos de intervenção", frisa o responsável. O custo das obras é, quase sempre, elevado motivando candidaturas a fundos comunitários para suportar esses custos.

Existe sempre respeito máximo por toda a história do monumento em causa. "Temos a responsabilidade de respeitar o património edificado e, antes de fazer uma intervenção, temos que fazer um estudo muito aprofundado e um diagnóstico sobre o estado geral desse património para perceber quais as intervenções prioritárias. Mas sempre de forma a respeitar também o recheio artístico e móvel que existe nestes monumentos de elevado valor".

A Igreja de Santo Isidoro, em Marco de Canaveses, construída na segunda metade do século XIII e que em 2013 foi classificada como Monumento Nacional. "Há cerca de três anos foi detetado, durante uma inspeção, alguns problemas estruturais numa cobertura. Está a decorrer a empreitada que visa dar um arranjo exterior mais interessante a esta igreja". Ricardo Magalhães destaca ainda a intervenção no Mosteiro de Santo André de Ancede, em Baião. O espaço foi um dos maiores entrepostos comerciais entre Portugal e a Flandres. O traço arquitetónico da recuperação é da autoria de Álvaro Siza Vieira. "Esta obra está neste momento em fase de concurso da empreitada, tem a ver com o arranjo do adro, e insere-se numa intervenção mais alargada também em parceria com o município de Baião.

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