Smart Open Lisboa

Startups e grandes empresas criam soluções para o imobiliário

Ambiente do Bootcamp Housing na sessão "One-on-one Business Meetings" que decorreu hoje na BETAI. 

(Gerardo Santos / Global Imagens)
Ambiente do Bootcamp Housing na sessão "One-on-one Business Meetings" que decorreu hoje na BETAI. (Gerardo Santos / Global Imagens)

Smart Open Lisboa escolheu 17 startups que irão trabalhar lado a lado com grandes organizações para desenvolver projetos inovadores em diferentes áreas do imobiliário na capital portuguesa.

Já estão escolhidas as startups que irão desenvolver quase 40 projetos-piloto na área do imobiliário juntamente com as organizações parceiras do Smart Open Lisboa (SOL), um programa de inovação aberta da Câmara Municipal de Lisboa gerido pelo hub de inovação Beta-i.

Foram selecionadas 17, e a ambição é resolver os problemas de Lisboa com soluções inovadoras no setor residencial e comercial, bem como ao longo de toda a fileira do imobiliário: da construção até aos sistemas de eficiência energética, passando pelo licenciamento e promoção imobiliária.

Durante dois meses as portas das organizações parceiras estarão abertas a startups maduras, que, como condição de seleção, devem deter um produto minimamente viável (MVP), isto é, uma solução que seja mais do que uma simples ideia e que funcione.

Nesta primeira edição do SOL Housing, programa de inovação aberta especializado no imobiliário de Lisboa, concorreram 95 startups. Destas, 19 foram selecionadas para participarem no bootcamp que aconteceu nesta semana na nova sede da Beta-i em Lisboa.
Para chegarem aqui as equipas enviaram as suas candidaturas e apresentaram um pitch online em que explicavam o que pretendiam testar em casa dos parceiros: EPAL, Mota-Engil Renewing, Sonae Sierra, Galp, Banco Santander Totta e Gebalis. O programa conta com o apoio do Turismo de Portugal, Sharing Cities, Axians, Cisco, NOS, Santa Casa da Misericórdia e TOMI.

Para o bootcamp foram escolhidas as seguintes startups: Alfredo AI, Bead, Buildtoo, Doinn, Enerbrain, Heptasense, Howz, idatase, Lumen Cache, MClimate, Meazon, Mycroft Mind, Nice Visions, Nudge Portugal, Onegrid, Parquery, Proximi.io, Trustbill e WearHealth Team. Além de Portugal, vieram da Alemanha, Brasil, Bulgária, China, Eslováquia, Finlândia, Grécia, Itália, Reino Unido, República Checa e Suíça.

Durante uma semana, estas 19 empresas de alto potencial de crescimento trabalharam juntas no mesmo espaço físico para fazerem um match, definindo quem vai trabalhar com quem. As startups apresentaram o que já têm desenvolvido e os parceiros os objetivos que querem alcançar. Por vezes os projetos das startups alteram-se para se ajustarem às necessidades das organizações.

Foram cinco dias, cada um com uma temática diferente. O último dia foi ocupado com os pitch finais – a derradeira hipótese que os empreendedores tiveram de impressionar os parceiros e de lhes dizer de que forma poderiam contribuir para os seus negócios.

Nesta edição, a equipa da Beta-i sentiu um maior interesse das organizações em celebrar parcerias, não apenas com startups, mas entre si. Uma tendência que se começava a desenhar em edições anteriores do SOL e que nesta ganha nova força, explicou ao Dinheiro Vivo Gonçalo Faria, diretor da iniciativa.

O programa continua com as fases de preparação (de 26 março a 26 de abril), em que se define o plano de trabalhos: a experimentação, quando se colocarão em prática os projetos-piloto (de 26 de abril a 26 de junho) e o demo day (27 de junho), dia em que se revelam os resultados dos projetos-piloto.

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