Oracle Cloud Day

“Os algoritmos vão ajudar-nos a tomar as melhores decisões”

Lisboa, 09/05/2019 - Oracle Cloud Day no Convento do Beato em Lisboa. Andrew Sutherland, Senior Vice President, Business Development - Systems and Technology EMEA & APAC, Oracle

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
Lisboa, 09/05/2019 - Oracle Cloud Day no Convento do Beato em Lisboa. Andrew Sutherland, Senior Vice President, Business Development - Systems and Technology EMEA & APAC, Oracle ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Durante uma breve passagem por Portugal, o responsável da Oracle para a Europa, Médio Oriente, África e Ásia diz-se impressionado com as mudanças tecnológicas de Portugal nos últimos quatro anos.

Trabalha há 28 anos na Oracle e garante que nos últimos tempos a forma de trabalhar tem mudado mais num mês do que em muitos anos juntos. Apaixonado pelos benefícios da revolução tecnológica acredita que talvez tenha chegado o tempo de as bases de dados se gerirem sozinhas, de forma autónoma, deixando para os humanos a decisão e o mundo dos sentidos.

A Oracle está presente em Portugal há 30 anos. Que mudanças observa no nosso país?

A partir da minha experiência em vários países do mundo, é muito óbvio para mim quando um país se está a desenvolver rapidamente. Os seus sistemas tornam-se cada vez mais sofisticados e as empresas precisam de cada vez mais tecnologia. Consigo ver isso em Portugal. Para mim tem sido um prazer regressar ano após ano e assistir a estas mudanças.

Quais são os maiores desafios que enfrentam?

Não são os nossos concorrentes mas sim comunicar as mudanças. É por isso que estamos neste evento. Somos uma peça desta inovação, temos pessoas inteligentes juntas em equipas a tentar resolver os problemas e se uma das soluções for suficientemente sofisticada isso vai demorar até ser comunicada. Para mim, como tecnológico, é doloroso pensar nas organizações que estão a tentar resolver um problema que já foi resolvido, tentar inventar uma coisa que já existe. Que perda de tempo! Só comunicando o mais rápido possível é possível evitar estas situações. Tentamos fazer que as pessoas compreendam e usem. Isso é um enorme desafio.

Como podem as empresas de tecnologia distinguir-se no meio desta corrida pela tecnologia?

A primeira onda surgiu com as startups tecnológicas e que estavam a surgir com produtos novos. Mas as empresas mais tradicionais não são estúpidas. Têm aprendido sobre tecnologia e quando combinam o conhecimento sobre as novas tecnologias e a experiência da indústria, tudo muda. Quanto mais comunicarmos, quanto mais rápidos formos, mais rápidos os nossos clientes podem usar as novas descobertas.

O mundo da mega informação pode também ser perigoso..

O grande perigo prende-se com a possibilidade de não sabermos lidar com as descobertas. Um pouco como quando se descobria o ouro. É preciso ter cuidado com a privacidade, se conseguirmos manter anónima a informação, continuaremos a aprender cada vez mais a partir das mega bases de dados. A data intelligence pode ajudar-nos a tomar decisões. Precisamos de cada vez mais informação mas é preciso geri-la de forma efetiva. Somos, em primeiro lugar, uma companhia de dados mas é preciso encontrar soluções para gerir esses dados cada vez mais numerosos. Faz lembrar um médico a acabar consigo ao encontrar a cura para a doença, mas não.

Acho que vamos usar cada vez mais as mega bases de dados. Cada vez que quisermos antecipar uma situação e tomar uma decisão, escolher fazer um desconto, todos os dias, vamos usar a mega informação. Uma parte da decisão vai ser tomada a partir desta informação, outra com a nossa experiência.

De que forma mudam as relações com os consumidores?

Com base nas análises que são feitas, podemos escolher quais os clientes que queremos abordar, antecipar se eles vão querer comprar. As aplicações são imensas. Por exemplo, cada vez que um cliente telefona, se a empresa já tiver informação guardada e tratada sobre essa pessoa, consegue de imediato saber o que fazer a seguir: se lhe oferece um desconto, quais as suas preferências ou o que possivelmente vai comprar? A inteligência artificial consegue ajudar-nos em todas estas questões. As decisões não vão passar a ser todas perfeitas mas os algoritmos vão ajudar bastante a tomar as melhores. Como consumidores, vamos ter melhores serviços, e as companhias vão tomar melhores decisões.

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