Prémio Inovação NOS

A inovação não se mede aos palmos

Arsénio Reis e Rosália Amorim.

(Sara Matos / Global Imagens)
Arsénio Reis e Rosália Amorim. (Sara Matos / Global Imagens)

Grandes empresas, PME, responderam ao desafio e colocaram projetos inovadores à prova. Os vencedores são anunciados na próxima semana.

Estão reunidos os 30 projetos de finalistas que responderam ao desafio lançado às empresas pelo Prémio Inovação NOS 2017, uma parceria entre o Dinheiro Vivo e a TSF. A inovação em Portugal foi colocada à prova e os vencedores vão ser conhecidos na próxima semana, durante a entrega de prémios, em Lisboa, com a tecnologia a dominar as candidaturas da terceira edição, que chegaram quase todas do norte e centro do país.

O júri tem de escolher um favorito em cada uma das três categorias: grandes empresas, pequenas e médias empresas (PME) e startups, nas várias fases de desenvolvimento. O primeiro lugar vai ser atribuído ao projeto com as ideias mais criativas e revolucionárias. Mas não basta ser inovador, é preciso que os projetos apresentem uma resposta concreta às necessidades do mercado atual, e tenha um impacto no setor empresarial e na economia do país.

O setor da saúde surge nos primeiros lugares nas categoria das grandes empresas com o projeto Telerreabilitação, apresentado pelo Centro Hospitalar de Leiria, E.P.E., que quer tratar as doenças crónicas dos ossos, como a osteoartrose, através da ‘telerreabilitação’ ao domicílio. Com esta tecnologia os doentes poderão fazer reabilitação através de um dispositivo móvel, ao mesmo tempo que a informação está a ser enviada o médico. O hospital de Leiria é o único hospital público a utilizar esta tecnologia e pretende dar mais autonomia a 300 doentes ainda neste ano. Na área da comunicação, a Choice quer reduzir a pegada ecológica com o projeto Pitch Ecokart. A ideia concretiza-se no espaço eConversas, uma plataforma online, e na televisão, na qual a empresa vai partilhar sugestões de práticas mais amigas do ambiente, de acesso gratuito.

Entre os primeiros finalistas das PME está a solução inovadora Wavesys, o candidato da tecnológica de comunicações Wavecom, Soluções Rádio. A Wavesys quer tornar mais inteligente a comunicação e transmissão de dados entre longas distâncias, através de comunicação via rádio. Esta é uma inovação para as smart cities e para o setor da mobilidade, a pensar no utilizadores. Nos transportes, por exemplo, vai ser mais fácil para os passageiros ter acesso a wifi durante uma viagem. Também no topo encontramos a empresa Closer, que ajuda as empresas a gerir as tarefas de forma eficiente e aumentar a produtividade. A solução é a plataforma Evalyze, que recorre a algoritmos de inteligência artificial que identificam as tarefas dos colaboradores e as distribuem automaticamente. Os gestores podem acompanhar todo o processo.

As empresas startup têm aumentado a presença na competição do Prémio Inovação NOS. E os dados são expressivos: foram apresentadas 54 candidaturas contra apenas 11 na categoria das grandes empresas. Também no setor de atividade, as startups marcam a diferença num concurso em que se assume a posição do setor tecnológico. As propostas inovadoras das startups surgiram de setores de atividade como a ambiente, a agricultura ou a indústria. Como é o caso do projeto de inovação da Open Grow, Lda. O GroLab criou uma tecnologia de nível industrial, mas que é acessível e fácil de usar, para qualquer pessoa que queira controlar os seus cultivos, dentro ou fora de casa. E não só em terra há tecnologia e inovação. A Sun Concept tira o melhor partido da energia do Sol e propõe a primeira produção em série de catamarãs eletrossolares – o Sun Concept Catamaran 12.0. Todas as embarcações produzidas pela startup têm painéis fotovoltaicos para carregar as baterias, aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a experiência na navegação.

Na batalha da inovação deste ano, as propostas apresentam soluções de inovação para produtos e para processos, e surgem com grande incidência no setor tecnológico, do comércio e do turismo.
Os projetos revolucionários das grandes empresas chegaram da região centro, e a maioria das soluções das PME chegaram da região norte. As startups distinguem-se mais uma vez destes dois tipo de empresa, até na distribuição geográfica. Os projetos destas empresas portuguesas foram pensados a partir de vários pontos do país.

O Prémio Inovação NOS dá visibilidade aos projetos vencedores ao mesmo tempo que dinamiza o setor empresarial. As soluções mais inovadoras vão ser reveladas na próxima semana e o Global Media Group vai ajudar na divulgação. Para alguns será uma oportunidade para tirar a solução inovadora “do papel”, para outros pode ser um grande impulso no negócio.

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