Millennium Horizontes

Avanços na agricultura e no turismo serão reconhecidos

Mesa-redonda na TSF: Pedro Reis, Francisco Avillez, Paulo Barradas Rebelo e Luís Araújo. (Reinado Rodrigues/Global imagens)
Mesa-redonda na TSF: Pedro Reis, Francisco Avillez, Paulo Barradas Rebelo e Luís Araújo. (Reinado Rodrigues/Global imagens)

O debate temático na TSF destacou a agricultura, o turismo e a saúde. As candidaturas terminam no fim do mês e haverá 39 prémios.

Um medicamento contra o cancro desenvolvido em Portugal e um passaporte de saúde para facilitar a vinda de turistas britânicos a Portugal, na transição do brexit, são algumas novidades de setores considerados motores de crescimento da economia nacional, que – a par da agricultura, novas tecnologias e startups – não são esquecidos na 3.ª edição dos Prémios Millennium Horizontes. Em causa está premiar o mérito empresarial, dar visibilidade a casos de sucesso e torná-los referência para o aparecimento de novas empresas, referiu Pedro Reis, Head of Corporate Business Development do Millennium bcp, no debate emitido nesta quarta-feira na TSF, dedicado à agricultura e turismo, e moderado por Joana Petiz, subdiretora do Dinheiro Vivo.

Na mesa-redonda em que se falou também do contributo da banca para apoiar novos projetos participaram ainda Francisco Avillez, coordenador científico da Agroges e membro do júri dos prémios Millennium Horizontes, Paulo Barradas Rebelo, CEO da Bluepharma, e Luis Araújo, presidente do Turismo de Portugal.

Reconhecido o contributo do turismo de 13,4% no PIB , 19% nas exportações e quase 10% no emprego nacional, Luís Araújo considera que ainda há espaço para crescer, a nível de oferta e procura. O setor duplicou o número de empresas de animação turística, entre outros indicadores favoráveis, o que leva o presidente do Turismo de Portugal a acreditar que o caminho também se faz na diferenciação da oferta. Um exemplo está no “passaporte de saúde”, criado recentemente, para cativar turistas britânicos nesta fase de transição para o brexit.

“A aposta em investigação e desenvolvimento (I&D) tem sido fundamental nos últimos 18 anos para a Bluepharma”, a farmacêutica vencedora da categoria de internacionalização em 2018, de acordo com o CEO da empresa. Paulo Barradas Rebelo sublinhou que este é um trabalho que envolve parcerias com a banca e a Universidade de Coimbra, bem como a contratação de investigadores internacionais, que trouxeram know-how para a empresa, o que já se traduz no desenvolvimento de vários produtos.

Alguns destes produtos estão a contribuir para a redução da despesa nacional de saúde, com o desenvolvimento de medicamentos genéricos, que representam uma redução de preço da ordem dos 90 por cento face ao original. A Bluepharma tem ainda em estado avançado de desenvolvimento um novo medicamento contra o cancro. Por outro lado, Paulo Rebelo lembrou que tem tido um papel de business angel no apoio a novos projetos inovadores e prometedores, mas que precisam de ajuda na alavancagem do negócio. Nesta altura, a farmacêutica tem ainda em curso um investimento para a construção de duas novas unidades.

Na agricultura, apesar do avanço do agroalimentar, que trouxe investimento estrangeiro para o interior do país, ainda há muito por fazer, defendeu o professor Francisco Avillez. O fundador e coordenador científico da Agroges, também membro do júri dos prémios Millennium Horizontes, considera que a grande questão do presente é a reorganização da produção, através de políticas públicas, tendo em conta a reforma da PAC. No futuro, aponta como principal desafio a água, nas suas várias dimensões, desde o armazenamento até à gestão de recursos.

Agricultura, turismo e saúde são setores a partir dos quais Pedro Reis acredita ser possível estimular a criação de valor por parte de empresas de outras áreas de atividade, potenciais candidatas a estes galardões, numa altura em que o número de candidaturas aumentou face às mais de 1400 registadas no ano passado.

O prazo de candidaturas termina no final do mês de setembro. Depois, o objetivo é apurar cinco finalistas e três vencedores por categoria, o que permitirá chegar a um leque de 65 concorrentes e, no final, passar de nove para 39 premiados.

Como novidade na edição de 2019, os prémios incluem uma categoria temática de Investimento, que se junta às categorias de Exportação, Internacionalização e Inovação, além da categoria Microempresas que integra, desta vez, a vertente de startups.

Os galardões vão abranger ainda uma classe de categorias setoriais para Turismo, Agricultura, Mar e Floresta e Comércio&Serviços.

Saiba mais informações em: https://www.millenniumbcp.pt/empresas/premios-horizontes/candidatura

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