Durante o debate sobre o panorama de Portugal na próxima década, o country manager do Bankinter Portugal, Alberto Ramos, afirma que “os bancos estão melhor preparados” atualmente. Ainda assim, avizinham-se tempos atribulados para o setor.
“As ameaças são maiores do que as oportunidades”, explica o country manager da instituição, para logo rebater que, olhando para as ameaças, “também percebemos que são oportunidades em si”. Falando de desafios do setor, como as taxas de juro baixas, Alberto Ramos aponta que esse cenário poderá ser uma oportunidade, nomeadamente aos olhos de potenciais clientes. “Ao mesmo tempo, [as taxas de juro] podem ser incentivos para alguns clientes. Os bancos que consigam apoiar os clientes podem ter uma oportunidade para crescimento.”
Recentemente, o surgimento de empresas que aliam o mundo da tecnologia ao universo da banca, as chamadas fintech, pressionam a banca a acelerar processos de digitalização. Sobre o desafio lançado por estas empresas às instituições financeiras consolidadas no tema da tecnologia na banca, Alberto Ramos aponta que são concorrentes com quem é possível aprender.
“Como qualquer gestor, temos de estar atentos”, avança, reconhecendo que “são players com quem podemos aprender, trabalhar ou eventualmente adquirir.” Questionado sobre se teria alguma aquisição de uma empresa desta área para anunciar, dá uma resposta negativa.
No culminar do debate, que contou com a presença de líderes de empresas como a Microsoft Portugal, Easypay, Altice Portugal, PSA Mangualde, Efacec ou AICEP, Alberto Ramos deixa uma mensagem para o futuro. “Não nos podemos contentar”, afirma, destacando que o “grande desígnio de Portugal tem de ser o de estar acima da média.”
