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Construir pontes para acelerar a inovação nas empresas

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Criar uma maior proximidade entre a academia, as startup e o tecido empresarial é o objetivo do prémio Altice International Innovation Award, que vai na 3.ª edição.

A terceira edição do prémio Altice International Innovation Award está a chegar à fase final, com o anúncio dos vencedores marcado para 13 de novembro. A iniciativa – que começou em 2017 como Prémio Inovação PT – visa distinguir projetos apresentados por estudantes de doutoramento e mestrado e por startups, de Portugal e França – as duas principais geografias da Altice.

O objetivo, além de apoiar o ecossistema empreendedor e académico, passa por criar pontes com o tecido empresarial, com projetos desenvolvidos nas áreas dos media, conteúdos, dados e telecomunicações. O vencedor da categoria “Startup” ganha, além do prémio monetário, a realização de uma prova de conceito com a mentoria da Altice.

Ao mesmo tempo, tem uma maior proximidade às fontes de inovação – com possibilidade de enriquecer o portfólio de produtos e serviços. “Enquanto grande empresa, nem sempre temos a agilidade e a flexibilidade inerentes a uma startup no que toca à capacidade de experimentar novos produtos ou abordagens para resolver problemas”, esclarece Ana Patrícia Monteiro.

Os finalistas deste ano
Depois de um aturado processo de análise, foi possível eleger os 12 finalistas, entre os 90 candidatos. Diversos entre si, abrangem setores diferentes da economia como a saúde, o turismo, o comércio ou a indústria, mas têm em comum a originalidade das propostas.

Os finalistas da categoria “Academia” entre os concorrentes portugueses são três. Knowledge Extraction from Semi-structured Sources propõe uma solução inovadora para a organização de grandes bases de dados; Neural Motor Behaviour in Extreme Driving apresenta o cruzamento e a análise da informação recolhida sobre as reações neurocognitivas e neuromotoras de modo a tentar avaliar e a prever a performance do ser humano e tirar ilações a nível industrial. E, finalmente, Powering LiveEvent-Plot with Media AI com desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial que permitam fazer o cruzamento de conteúdos publicados online, enriquecendo a metainformação associada às bases de dados e aos eventos e conteúdos difundidos na televisão e meios digitais.

Na mesma categoria, os finalistas franceses são a Aradia, com a criação de um software que permite criar o primeiro projetor de palco com animação e motorização; Culture Pic, que apresenta uma aplicação com uma lógica semelhante à da Shazam, aplicada a monumentos, criada a pensar no setor do turismo; e Sorting and Collecting Organic Waste, um produto com serviço associado que visa facilitar a realização de compostagem em apartamentos.

No que toca à categoria “Startup”, os finalistas nacionais são a Heptasense, que apresenta uma solução numa ótica business to business que permite a ligação de qualquer webcam a uma plataforma online, a qual permite criar informação analítica sobre as imagens; iLoF que utiliza inteligência artificial sobre big data para analisar a informação recolhida nos rastreios para os ensaios clínicos nos doentes de Alzheimer, com vista a uma redução de custos e a uma seleção de pacientes mais eficaz; e, por último a YData, com um projeto na área da monetização de dados.

Projetos franceses
O trio de finalistas gaulês é composto pela Ecodisplay, que aposta em tornar energeticamente eficientes e interconectar os dispositivos com informação dos espaços públicos e locais de trabalho; a IXXO Blockchain, também com um projeto na área da eficiência energética, mas aqui associada ao blockchain e, por último, pela TrackAp, que desenvolveu um sistema de geolocalização focado nas bicicletas que permite a georreferenciação constante do veículo, gera um alarme em caso de acidente e recolhe dados que permitem perceber o tipo de percurso ou de vibração a que está sujeita.

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