E-Commerce 2019

E-commerce já vale cinco mil milhões de euros em Portugal

Lisboa, 08/11/2019 - CTT E-COMMERCE 2019-
Rui Cunha, Mentor de negócios online, Empreendedor & Former CMO Prozis (KNS)
Miguel Pina Martins, CEO, Science4you
Olga Frazão, Europe Head of Retail Marketing, Staples
Rossana Gama, Responsável Marca “Quem Disse Berenice”, Tudo Azul (Grupo Boticário)
Sérgio Vieira, CEO and Co-founder, 360imprimir
(João Silva / Global Imagens )
Lisboa, 08/11/2019 - CTT E-COMMERCE 2019- Rui Cunha, Mentor de negócios online, Empreendedor & Former CMO Prozis (KNS) Miguel Pina Martins, CEO, Science4you Olga Frazão, Europe Head of Retail Marketing, Staples Rossana Gama, Responsável Marca “Quem Disse Berenice”, Tudo Azul (Grupo Boticário) Sérgio Vieira, CEO and Co-founder, 360imprimir (João Silva / Global Imagens )

Comércio online mantém a trajetória de crescimento a dois dígitos, impulsionado pelo surgimento de novos marketplaces nacionais e subida das compras anuais.

A quarta edição do CTT e-Commerce Day, que aconteceu na passada sexta-feira em Lisboa, serviu de palco para a divulgação do já habitual relatório sobre a performance do comércio eletrónico em Portugal. O e-Commerce Report 2019, desenvolvido pela empresa de serviços postais, revela que este mercado continua a crescer a dois dígitos (17%), tendo atingido, no último ano, um valor de cerca de cinco mil milhões de euros. Alberto Pimenta, diretor de e-Commerce dos CTT, explica que “cresceu a base de compradores em Portugal” e que o país está a aproximar-se das médias europeias, “que andam na casa dos 60%”.

Apesar do desenvolvimento positivo dos números, o relatório mostra também que os compradores digitais portugueses continuam a preferir as plataformas internacionais, em parte porque “as nossas marcas ainda estão numa fase mais incipiente”, diz, embora defenda que estas têm vindo a mostrar grande dinâmica ao longo dos últimos anos. De acordo com o documento, apenas 13% dos e-buyers faz compras exclusivamente em marketplaces nacionais. Contudo, o estudo aponta que os comerciantes mantêm elevadas expectativas de crescimento, sendo que “50% esperam crescer entre os 10% a 20%” e cerca de 30% preveem aumentos acima dos 20% nos próximos seis meses.

Este crescimento, além de alavancado pela consolidação de marketplaces como o Dott, o OLX ou a Worten, está diretamente relacionado com o aumento médio das compras anuais (+14%), mas também com a dinâmica de plataformas como a UberEats ou a Glovo nas áreas urbanas. Ainda que considere importante o impulso do e-commerce pelos CTT e o trabalho dos operadores logísticos, Alberto Pimenta fez questão de sublinhar a relevância dos acordos estabelecidos com diferentes parceiros do comércio eletrónico. “No digital, a colaboração é cada vez mais relevante e os novos modelos de negócio encontram-se muito por essas parcerias”, refere.

Ainda no campo das entregas, o relatório confirma que o comprador digital português valoriza mais a previsibilidade da entrega, em termos de dia (52%) e hora (47%), do que o tempo de entrega (39%). Tanto os e-buyers como os e-sellers convergem na tendência de entregas gratuitas, mais flexíveis quanto ao destino (domicílio continua a ser a opção preferida por 87% dos consumidores) e com maior velocidade.

Amazon à portuguesa
A ambição, se realista e ponderada, pode muitas vezes ser o motor para o crescimento e para o cumprimento de objetivos. No caso dos CTT, João Bento, presidente executivo da empresa, garante que pretende continuar a liderar o mercado da logística e das entregas, mas também de ser “um dos principais promotores da criação de um ecossistema de e-commerce em Portugal”, fazendo referência ao Dott, apresentado ao mercado no início de 2019. “Sem que isso revele alguma submissão à concorrência, queremos mesmo ser a Amazon de Portugal e, aliás, fazer com que a Amazon não queira sequer entrar”, afirma.

Para isso, a empresa de serviços postais continuará a apostar nos serviços especialmente pensados para fortalecer o comércio eletrónico, como os cacifos automáticos ou as entregas até duas horas na Grande Lisboa. No entanto, ainda este mês será lançado oficialmente o novo serviço CTT Logística para “acrescentar cada vez mais valor” a toda a cadeia do retalho e que, no fundo, passa pela gestão integral do stock das lojas digitais, o picking, packaging e, claro, as entregas. “Estas plataformas vão integrar com a Shopify e o WooCommerce, mas também, mais à frente, com a Amazon e com o Dott”, revelou ainda Alberto Pimenta.

Será desta forma, assente numa multiplicidade de serviços para e-commerce, que os CTT continuarão a apostar neste setor por considerarem que “é a mais óbvia alavanca de crescimento para o expresso e encomendas e a logística”, remata João Bento.

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