Ageas Seguros

Empresários de Viseu estão com falta de mão-de-obra

Conferência AGEAS Seguros - "Como ser competitivo?".

( Miguel Pereira da Silva / Global Imagens )
Conferência AGEAS Seguros - "Como ser competitivo?". ( Miguel Pereira da Silva / Global Imagens )

Ageas Seguros promoveu debate em Viseu sobre “Como ser competitivo”. Atrair pessoas é fundamental.

Se um dos grandes problemas do país, há uns anos, era a elevada taxa de desemprego, hoje, em alguns distritos, está a acontecer o fenómeno oposto: falta de mão-de-obra. Esse é, pelo menos, um dos obstáculos com que os empresários de Viseu se têm deparado e que expressaram na Conferência Fórum PME Global “Como ser competitivo?”, que decorreu na Pousada de Viseu, organizada pelo grupo Ageas Seguros, em parceria com a Ordem dos Economistas.

Recrutar, para depois formar, é cada vez mais difícil. E as empresas sediadas num concelho já nem aos concelhos vizinhos têm facilidade em ir buscar trabalhadores. O problema acontece com maior expressão no recrutamento de operários para trabalhar em fábricas, em postos com salários menos atrativos e que são facilmente superados pela concorrência.

“A grande dificuldade que temos é ter pessoas para trabalhar e a dar formação. O tecido empresarial está a crescer, a taxa de desemprego é baixa e é difícil trazer gente para a zona”, adiantou Cristina Fernandes, administradora da Labesfal – Fresenius Kabi, uma empresa de produtos farmacêuticos sediada em Tondela. Recrutar licenciados, ao que parece, “é mais fácil”, até porque “o nível salarial é mais alto”. Mas Cristina Fernandes confirmou que “o maior problema é trazer trabalhadores para as linhas de produção”. “Não há alojamentos e a zona industrial não tem uma rede de transportes públicos. Como há mais oferta, as pessoas optam por ficar perto de casa”, realçou a administradora da Labesfal. Acresce o facto de não ser atrativo para os jovens “trabalhar em chão de fábrica”. “Ao fim de muito pouco tempo, às vezes no próprio dia em que começam, vão-se embora e não dizem nada.”
Também Victor Pinto, gerente da Queijaria Flor da Beira, de Carregal do Sal, tem sentido as mesmas dificuldades. “É muito difícil arranjar pessoas para trabalhar. Estamos numa zona onde, neste momento, os funcionários de base são disputados pelas empresas. Há dois ou três dias, disse aos recursos humanos que mais valia telefonar para uma embaixada qualquer a perguntar se podem recrutar pessoas”, contou Victor Pinto.

Levar gente ao interior
Os exemplos somaram-se. Na verdade, também em Évora e em Braga, por exemplo, noutros fóruns do Ciclo de Conferências Ageas Seguros, os empresários locais se tinham queixado do mesmo problema. E se é difícil recrutar mão-de-obra para trabalhos a tempo inteiro, as dificuldades agravam-se quando se trata de emprego sazonal. É o caso da Adega da Corga, em Penalva do Castelo, um lugar onde existem pouco mais do que meia centena de habitantes. “A nossa vindima dura um mês e tal e é cada vez mais complicado encontrar trabalhadores para esse período específico”, disse Rafael Formoso, enólogo da empresa, numa mesa-redonda que contou com a participação de Pedro Lopes, cofundador da Infinite Book, e com Gustavo Barreto, diretor de distribuição e marketing da Ageas Seguros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(REUTERS/Tyrone Siu/File Photo)

Portugal é campeão na venda de carros elétricos, mas falta rede de carregamento

Huawei | Google | Android

Smartphones Huawei vão ser atualizados, garante a marca

Fotografia: Pedro Rocha/ Global Imagens

Taxa turística já rende 30 milhões às câmaras. É uma subida de 56%

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Empresários de Viseu estão com falta de mão-de-obra