Iº Encontro Yunit Heróis PME

Felicidade retém talentos e dá lucro às empresas

( José Carmo / Global Imagens )
( José Carmo / Global Imagens )

Como recrutar e reter os melhores profissionais? O salário é importante, mas não é tudo. Ser feliz no trabalho também conta.

A felicidade ajuda a reter talentos nas empresas e pode ser lucrativa. Ricardo Parreira, CEO da empresa de software de gestão PHC, disse, ontem, no Iº Encontro Yunit Heróis PME, no Porto, que “uma pessoa feliz pode produzir mais 37%”, uma “mensagem clara” para os gestores perceberem porque devem investir nestas áreas. É, também, diz, a prova de que o investimento de tempo, dinheiro e energia, na felicidade dos talentos, “é altamente rentável”. “As pessoas conseguem produzir mais, ser mais criativas, levar a empresa mais longe e tratar melhor os clientes. A felicidade é claramente lucrativa”, explica Ricardo Parreira.

Esta ideia de que a felicidade é uma das formas de reter talentos sobressaiu no debate “Missão Talento: como recrutar e reter os melhores”, um encontro que permitiu partilhar experiências e práticas.
As multinacionais que chegam a Portugal têm absorvido parte dos talentos e conseguem pagar salários mais altos, mas as empresas nacionais, dizem os especialistas, podem ter outros trunfos para os atrair e reter. “O dinheiro é um fator importante e tem o seu peso”, assume Samuel Soares, da Samsys, mas “há mais fatores que influenciam”, como é o caso da cultura, ambiente, dinâmica e aspetos humanos.
“Há muitas empresas focadas em fazer crescer o negócio na vertente das vendas e ainda não perceberam que, para o crescimento ser sustentado, as pessoas também têm de crescer”, alerta. É que, o talento, para ficar numa empresa, precisa, primeiro que tudo, de gostar do trabalho que faz e, depois, de um bom ambiente no sítio onde trabalha, sentir-se motivado e comprometido.

E, nisto, os líderes podem fazer a diferença. “A liderança é importante na satisfação das pessoas e na produtividade. Segundo estudos feitos nos Estados Unidos, dois terços das pessoas abandona as empresas por causa do seu chefe”, acrescenta Ricardo Parreira.
Margarida Silva, fundadora da REHC, uma empresa dedicada à reprogramação emocional humana e coaching, defende que as empresas devem ser capazes de “trazer à tona o melhor que cada pessoa tem”. A mudança está em curso, ainda que “muito devagar”, alterando mentalidades e empresas.

No próximo encontro, marcado para dia 27, em Aveiro, discute-se a Internacionalização.

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