technovate 2.0

A tecnologia como acelerador da economia portuguesa

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A conferência Technovate 2.0, promovida pela Accenture Portugal, discutiu a forma como a inovação e a transformação digital podem impactar a sociedade, as organizações e a economia.

Ano após ano, a velocidade de mutação do mundo como o conhecemos é cada vez maior. O ritmo acelerado da mudança é alimentado pelo espírito de inovação, o tema central de mais uma edição da Technovate 2.0 – Scaling Innovation, a conferência da Accenture Portugal que decorreu à margem da Web Summit. Discutir o futuro com os pés bem assentes no presente foi o mote para o evento que juntou altos responsáveis empresariais de 12 nacionalidades no Parque das Nações, em Lisboa.

“Hoje, todos os negócios são digitais”. A frase é de José Gonçalves, presidente da consultora, que defendeu a necessidade de as empresas incluírem, desde o primeiro momento, a tecnologia na sua estratégia e execução comercial. Só assim, acredita, é possível vingar numa realidade em que já não existem fronteiras físicas e em que o mercado deve ser visto como global e não apenas local.

O caso português, cuja economia está essencialmente assente no consumo interno, é dado como exemplo do potencial que a inovação tem para transformar a economia. “Se conseguirmos criar uma empresa desenhada para o digital, deixam de existir barreiras e fronteiras físicas. O mundo passa a ser o nosso mercado e isso cria uma grande oportunidade para Portugal”, defende o responsável. José Gonçalves reforça que o país tem todos os ingredientes para atingir o sucesso: talento, investimento estrangeiro e terreno fértil para o surgimento e desenvolvimento de startups.

Ainda que considere “impressionante como o ecossistema de startups está a crescer”, tendo já dado origem a três empresas nacionais com estatuto de unicórnio, o presidente da Accenture acredita que Portugal precisa de continuar a atrair multinacionais e centros de competências para que se aumente o volume de exportações de serviços. Uma dessas organizações é a própria consultora, que tem já cerca de mil colaboradores em Portugal a trabalhar para exportar tecnologia. Com esse crescimento, “o nosso PIB deixaria de estar tão dependente dos setores tradicionais” e o potencial seria imensurável, diz.

Grandes tendências
Uma das formas para encurtar a distância espacial é, segundo Yves Bernaert, a utilização da realidade aumentada. O responsável pela estratégia tecnológica da Accenture acredita que “este tipo de tecnologia vai ser aplicada em todos os processos” empresariais, desde a produção industrial ao retalho, permitindo atingir ganhos consideráveis em produtividade e reduzir custos de operação.

Da mesma forma, Bernaert defende que a crescente ligação de ecossistemas entre empresas, parceiros e clientes é um passo na direção da aproximação de mercados, o que permitirá criar novas formas de gerar receitas. “Para a maior parte das empresas já não é possível funcionarem de forma isolada, é preciso estarem ligadas”, reforça.

A Inteligência Artificial (IA) ao serviço do cidadão e do bem comum é, igualmente, uma tendência atual do panorama tecnológico. Contrariando aqueles que temem a chegada da IA para substituir os humanos, o especialista defende que “não é uma questão de escolher entre um e outro, é garantir uma cooperação entre os dois” que permita fazer avançar o mundo. Exemplo disso mesmo é a necessidade de “ensinar” o sistema para que consiga, com sucesso, tomar ou aconselhar decisões corretas. “Muito do futuro não será tanto de desenvolvimento e teste de sistemas, mas sim ensinar e testar”, diz.
No entanto, a IA representa também um desafio para as empresas. Uma vez que as suas decisões são baseadas num vasto conjunto de dados, é necessário criar sistemas que permitam verificar a veracidade das informações carregadas para o ‘cérebro’ digital, caso contrário “a decisão automatizada estará errada”.

Yves Bernaert defende ainda que a Internet of Things (IoT) vai evoluir para Internet of Thinking, já que os milhões de dispositivos que se querem conectados por esse mundo fora deixam de depender de cálculos feitos num back end e passam a acontecer diretamente nos próprios equipamentos inteligentes. “Estas são as cinco tendências [do futuro], não daqui a cinco ou dez anos, mas agora”, conclui.

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