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Prémios Inovação NOS voltam para a edição 2017. Setores tradicionais são incentivados a concorrer

Incentivar os setores tradicionais a apostar mais na inovação é um dos desafios que se colocam atualmente ao tecido empresarial português. Este foi um dos apelos que saíram do evento da passada quinta-feira, no Pavilhão Carlos Lopes, onde foi lançada a edição 2017 do Prémio Inovação NOS, uma iniciativa em parceria com o Dinheiro Vivo e a TSF. Se é empresário numa grande empresa, PME ou startup e tem uma boa ideia de negócio e/ou um projeto inovador, pode tentar a sua sorte.

Os setores tradicionais foram incentivados a concorrer, porque quando falamos de inovação “não estamos apenas a falar de tecnologia de ponta”, como, às vezes, temos tendência a pensar, faz questão de salientar João Ricardo Moreira, administrador da NOS.

“Os setores tradicionais, como o calçado e o têxtil, são dos que mais provas têm dado de inovação, de refundação até do modelo de negócio e das propostas de valor. Portanto, eu diria que é muito provável que vejamos esses setores a apresentar, este ano, mais candidaturas.”

O Prémio Inovação NOS regressa, assim, este ano, novamente com o Dinheiro Vivo e a TSF. No lançamento falou-se de como inovar para aumentar a produtividade e rentabilidade das empresas portuguesas transversalmente a todos os setores. E de como este tipo de iniciativas trazem ao conhecimento do grande público bons exemplos que podem servir de inspiração e alavancar outras empresas a seguir o mesmo caminho.

O CEO da NOS, Miguel Almeida, destacou as vantagens que “muitas vezes, escasseiam” nas empresas portuguesas face à concorrência estrangeira e de como “a inovação as pode salvar”.

O papel importante das boas ideias e projetos de negócio inovadores para “gerar a mudança e construir um futuro diferente” para a economia portuguesa, em vez de se pensar sempre em termos de macroeconomia, foi destacado pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que marcou também presença no evento.

A secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por seu lado, pegou nas suas áreas de governação para dizer que, sem dúvida, “a ciência, inovação e ensino superior têm de caminhar de forma mais cúmplice com a economia para enfrentar os desafios complexos que Portugal enfrenta”.

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Cliente está mais exigente
Tobias Kruse, regional design director da Fjord (Accenture Interactive) para a Europa, foi o keynote speaker na sessão de lançamento do prémio, tendo centrado a sua exposição no alerta: “as expectativas dos clientes estão a aumentar” e estamos a falar, hoje em dia, de muito mais que uma questão de preço. O “mundo está a mudar muito rápido” e esse é o maior desafio das empresas, defendeu.

No debate, moderado pela diretora do Dinheiro Vivo, Rosália Amorim, os oradores foram dois CEO de grandes empresas, uma com tecnologia de ponta e outra de um setor tradicional, e um ex-bastonário, que discorreram à volta do tema da indústria 4.0. Carlos Ribas, CEO da Bosh, sublinhou “a escassez de engenheiros”, que estão a sair para fora do país, como um entrave a que se inove mais na sua área.

Já a Dielmar está a inovar de uma forma diferente, à sua medida de setor tradicional, afirmou, por seu lado, Ana Paula Rafael, a CEO desta empresa da ´área têxtil. “Temos de passar às costureiras, muitas delas com mais de 20 anos de casa, a vontade de mudar. É isso que é incutir-lhes a inovação”, defendeu. Fernando Santo, ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros e ex-secretário de Estado, defendeu a necessidade de “aproximar as empresas das universidades” como um objetivo essencial para aumentar a inovação.

Receitas premiadas
O Prémio Inovação NOS de 2016 distinguiu, na categoria Grandes Empresas, os serviços partilhados do Ministério da Saúde, que desenvolveram uma ferramenta tecnológica que permite passar uma receita sem papel.

Na categoria PME, a vencedora foi a GoContact, com um software que apresenta automaticamente o histórico de cada cliente que liga para um call center ou é contactado por uma empresa.

Já na categoria Startups, a distinguida foi a Tripaya, que criou uma plataforma online, através da qual os utilizadores podem escolher o seu destino de férias tendo em conta o orçamento disponível.

Quanto ao júri da edição 2017 dos Prémios Inovação NOS é presidido por Jorge Portugal (diretor-geral da COTEC) e composto por António Vidigal (presidente do conselho de administração da EDP Inovação), Clara Gonçalves (diretora executiva da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto), João Vasconcelos (senior advisor na Clearwater International), Stephen Morais (European Venture Investors Network), Carlos Oliveira (Startup Invest Braga), Pedro Deus (PwC Partner) João Ricardo Moreira (administrador da NOS Comunicações), Rosália Amorim (diretora do Dinheiro Vivo) e Arsénio Reis (diretor da TSF).

As candidaturas das empresas podem ser apresentadas até final de março, depois entre março e maio haverá debates sobre o tema da inovação e em abril de 2018 serão selecionados os finalistas. Em maio saber-se-á quem serão os vencedores.

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