Conversas PortoBay

“Gosto de pensar que [Paulo Portas] poderá vir a ser candidato presidencial”

( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Assunção Cristas foi a convidada desta semana do ciclo de entrevistas públicas organizado pelo grupo hoteleiro PortoBay. Diz que “gostava de ser primeira-ministra”.

A presidente do CDS-PP levantou a ponta do véu sobre a hipótese de Paulo Portas voltar à vida política ativa. Quando o líder carismático do CDS decidiu despedir-se do Parlamento em 2015 para abraçar a consultoria e outros cargos profissionais, dizia-se que a sua sucessora, Assunção Cristas, iria ficar na sua sombra, atirou o jornalista e escritor Luís Osório, dando assim início a mais uma entrevista pública integrada no ciclo de conversas que acontece todas as semanas numa das salas do hotel PortoBay, na capital.

“Vou ficar na luz [e não na sombra] de Paulo Portas”, contrariou a líder do CDS-PP e vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, justificando: “Ele deixou um partido organizado, com provas dadas, uma base de trabalho ótima e uma boa inspiração.” Mais à frente na conversa disse considerá-lo “um sedutor, um líder notável”. Vários adjetivos apenas para adiar um pouco a insinuação de que todos ansiavam: a de que Paulo Portas vai voltar à vida política.

O mote fez o convidado António Cunha Vaz, presidente da empresa de comunicação Cunha Vaz & Associados, lançar a primeira pergunta vinda do público, sobre onde se situa hoje Paulo Portas, neste mundo dos “afetos” e do populismo. “Gosto de pensar que está em pousio e que poderá vir a ser candidato presidencial”, esclareceu por fim a líder centrista, que também quer para si um lugar cimeiro. “Gostava de ser primeira-ministra.”

Assunção Cristas não se conteve nos ataques ao atual primeiro-ministro socialista e chega mesmo a usar a palavra “aldrabar” para qualificar algumas das atitudes ou ações que atribui a António Costa. “Não seremos apoiantes de António Costa. Somo oposição a António Costa”, disse e repetiu. “Somos o único partido que diz de forma clara que não queremos ter nada que ver com António Costa.”
Quando a temperatura negativa começou a subir, concordou com o moderador em mudar de tema. “Sim, prefiro não falar mais de António Costa, para não pecar…”

Preocupa-se com o que as pessoas dizem? Diz que anda muito na rua, junto das pessoas, mas que não está dependente de energias externas. Outra coisa é a opinião dos seus pares na política: “Antes, todos gostavam muito de mim. Mas isso foi enquanto achavam que era inofensiva.”
Para a semana a música é outra e o tom da conversa no dia 13 de novembro vai mudar. A maestrina Joana Carneiro será a próxima convidada deste ciclo de encontros com portugueses que se destacam.

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