Tecnologia

Huawei investe mais de 10% da faturação anual em I&D

eng-GB_Huawei factory in Dongguang

A marca chinesa, que celebra o 15º aniversário em Portugal, tem vindo a apostar forte no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e investido grande parte dos seus talentos na construção da era 5G.

“Quando nos perguntam as razões do sucesso da Huawei, costumo recordar que a empresa investe, a nível global, mais de 10% da faturação em Investigação e Desenvolvimento (I&D)”, conta Diogo Madeira da Silva ao Dinheiro Vivo. O responsável pela comunicação da marca em Portugal refere a aposta da multinacional chinesa na busca por novas aplicações da tecnologia 5G, algo que tem merecido a maior atenção dos milhares de cérebros que a empresa tem a trabalhar no seu centro de I&D, em Shenzhen, na China.

Muitas vezes associado a maior velocidade das telecomunicações, este avanço tecnológico é capaz de revolucionar o mundo como o conhecemos, atingindo áreas tão diferentes como a medicina, a agricultura ou as cidades inteligentes. Presente naquela que é a maior cimeira de tecnologia em Portugal, o líder da Huawei, Guo Ping, subiu ao palco da Web Summit para falar sobre estas potencialidades e comparou mesmo o seu caráter inovador ao aparecimento da eletricidade. “O 5G constitui uma oportunidade única para toda a comunidade mundial. Estamos a criar uma nova era de rapidez e a Humanidade entra, assim, numa era do mesmo nível do início da eletricidade”, defendeu.

A conectividade, a velocidade e a latência são, segundo a marca, os três fatores decisivos que fazem do 5G um grande avanço quando comparado com o 4G. Para o conseguir, a tecnológica investiu, em 2017 e 2018, 1,4 mil milhões de dólares no desenvolvimento de vários projetos ligados à rede. Entre eles, destaque para o projeto de smart farming a ser testado na Suíça, que coloca drones a sobrevoar uma plantação para aplicar fertilizantes apenas nas áreas que deles necessitam. Com esta ideia aparentemente simples, a organização garante ter conseguido atingir uma poupança de 90% na quantidade de herbicidas utilizados.

Foco no talento nacional
“Dizer que a inovação faz parte do nosso quotidiano é factual”, adianta Diogo Madeira da Silva, que acrescenta que para alimentar esta onda de transformação é necessário apostar, também, nos melhores talentos. Neste campo, aliás, a marca chinesa tem vindo a investir na capacitação dos jovens engenheiros portugueses, nomeadamente através do programa Seeds for the Future, que todos os anos leva dez dos melhores universitários do país à China. Ao longo de duas semanas, os alunos podem conhecer o centro de I&D da multinacional, onde recebem formação dos especialistas da empresa, e mergulhar na cultura do país para melhor entender a filosofia por detrás do negócio.

“Desde a sua génese, a Huawei procurou sempre contribuir para o desenvolvimento do país e isso contempla também a aposta e o reconhecimento do talento português”, reforça o responsável de comunicação da tecnológica.

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