Millennium Horizontes

Indústria apresentou 58% das candidaturas aos prémios

PMH-min

A indústria transformadora é a mais bem representada entre os 570 concorrentes aos Prémios Millennium Horizontes, contando 58% das candidaturas. Um nível de participação “claramente acima das expectativas” e “muito positivo para a longevidade desta iniciativa” ao longo dos próximos anos, considerou a administradora executiva do Millennium bcp, Conceição Lucas, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Em segundo lugar na lista de concorrentes destacam-se as empresas que pertencem aos setores do comércio por grosso e a retalho (que incluiu o setor de reparação de automóveis) e que pesaram 16% no total de candidaturas apresentadas.

Já as atividades de consultoria científicas e similares concorreram em menor número, representando 6% das candidaturas, embora estejam mais bem representadas na lista das empresas finalistas e vencedores.

A mesma ordem de participação foi igualmente obtida pelas empresas ligadas às atividades de informação e de comunicação.

Ao ramo da construção coube uma fatia de 5%, bem como ao setor dos transportes e armazenagem.
Norte lidera

No que respeita à representatividade regional das concorrentes é, sem grande espanto, a região norte e centro norte a clara dominante. As candidaturas com origem nos distritos do Porto (23%), Braga (17%) Aveiro (17%) e Viana do Castelo (4%) representam 61% do bolo total.

A região de Lisboa rivalizou com Braga e Aveiro, apresentando um nível de projetos muito semelhante, da ordem dos 16%, ficando razoavelmente representada na lista dos finalistas.

Em quinto lugar no ranking geográfico surge Leiria, que foi responsável por 7% das candidaturas, logo seguida de Viana do Castelo (4%), Santarém, Coimbra e Setúbal, todas com 3%. Guarda, Castelo Branco, Faro, Viseu e a Região Autónoma da Madeira aparecem como as regiões menos representada, mas mesmo assim com 1% das candidaturas.

Objetivos e categorias
“Os Prémios Millennium Horizontes são uma iniciativa que pretende valorizar os resultados alcançados pelas empresas portuguesas na sua capacidade de conquistar novos mercados, de se reinventarem em produtos e processos, de constituírem exemplos a seguir, dignos de interesse de parceiros novos, nacionais ou estrangeiros, de se digitalizarem e modernizarem”, explicou a administrada executiva do BCP.

“O elevado nível de adesão faz-nos acreditar que estes prémios são extremamente inclusivos, em que as empresas reconhecem a valia de ter um processo de candidatura simples e imparcial no processo de seleção dos finalistas e vencedores, com duas entidades independentes a avaliar e um júri de reputadas personalidades que determinam os finalistas.”

Para isso, Conceição Lucas acrescenta que “muito contribuíram os parceiros escolhidos para este projeto: a Global Media, como media partner, a Universidade Católica Portuguesa e a Cotec Portugal, como avaliadores das candidaturas, e, obviamente, a AICEP, que nos apoiou no desenho desta iniciativa”.

A primeira edição dos prémios recompensa as melhores empresas que durante 2016 mais se destacaram na projeção da marca Portugal no exterior.

Com três categorias principais – Exportação, Internacionalização e Inovação – e uma especial – Microempresas, a iniciativa distingue uma PME e uma grande empresa em cada uma das categorias.

A conferência de apresentação dos Prémios Millennium Horizontes decorreu em abril, na Pousada de Lisboa, com a explicação dos critérios adotados para a seleção das empresas a cargo do diretor-geral da Cotec, Jorge Portugal.

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