Vodafone IoT Conference

Inovação nacional em IoT mostra-se em Lisboa

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Das máquinas de vending aos volantes inteligentes, não faltam exemplos portugueses de IoT

Os volantes estofados pela CardioID Technologies parecem iguais a todos os outros, mas incluem uma tecnologia patenteada que capta o eletrocardiograma do condutor. A startup portuguesa, fundada em 2014, desenvolveu um sistema que regista o sinal eletrocardiográfico para identificar as pessoas e pode ser aplicado a todo o tipo de objetos.

Os volantes inteligentes fazem parte do projeto CardioWheel, desenvolvido com a Barraqueiro, mas há inúmeras aplicações possíveis, explica o CEO André Lourenço. “É sempre a mesma tecnologia nuclear, aplicada a diferentes funções.” A CardioID pretende também extrair dos dados informações sobre o estado emocional do utilizador, saúde e níveis de stress – por exemplo, para monitorizar o bem- -estar de trabalhadores isolados, em áreas remotas. “Desde que a pessoa interaja com um objeto com as duas mãos, nós conseguimos reconhecê-la e a partir daí podemos comunicar numa perspetiva de internet das coisas com outros dispositivos e melhorar a experiência de utilização pelo simples facto de reconhecermos o indivíduo.”

É uma aplicação inovadora feita em Portugal com ambição internacional, tal como várias das outras soluções que serão apresentadas na próxima quarta-feira em Lisboa, durante a Vodafone IoT Conference. André Lourenço vai juntar-se a um painel de debate no segmento de indústria com Nuno Ferreira, cofundador da ThinkDigital, José Mendes Leal, diretor-geral da Elis, e Gerd Leonhard, futurista e CEO da The Futures Agency.

“No tecido empresarial já há uma sensibilidade grande”, afirma Nuno Ferreira, falando da existência de iniciativas que influenciam o dia-a-dia das empresas, “como a gestão inteligente dos edifícios ou a monitorização de maquinarias.” A ThinkDigital está envolvida no novo projeto da Vodafone na Elis e tem larga experiência em tecnologias da indústria 4.0. Por exemplo, gere há seis anos o sistema de monitorização e telecontrolo dos pipelines de gás natural no interior do país para a Sonorgás/Dourogás e tem uma área orientada à inteligência operacional de frotas apoiada por sensores GPS, que monitoriza milhares de viaturas.

Há milhares de máquinas de vending espalhadas por todo o país, mas a gestão deste rentável negócio não é fácil. O que a Crossing Answers pretende é levar a digitalização ao segmento com um sistema proprietário. “Este software é IoT por acaso”, explica o CEO Cristóvão Cleto. “Desenvolvemos uma peça de hardware que se liga às máquinas de vending e consegue retirar e enviar informações.” Esta peça tem um tamanho similar a um pequeno tablet e é colocada dentro da máquina, ligando-se via Wi-Fi ou GSM a um sistema central. Os dados não indicam apenas quanto dinheiro está dentro da máquina ou se existe alguma avaria; permitem automatizar as guias de entrega de produto e maximizar a eficiência das rotas, dos recursos humanos e do stock em armazém. “É revolucionário neste negócio.” A intenção é internacionalizar o produto, este ano no mercado espanhol, com a ajuda de um financiamento na ordem dos 80 mil euros proveniente do Portugal 2020, e a partir de 2019 noutros mercados.

Evolução no retalho

Filipe Lopes, da Cisco, que participará no painel dedicado ao retalho, considera que um dos componentes importantes para a evolução mais recente da IoT no retalho é a rede Wi-Fi. “Nós vemos que a penetração de smartphones é muito elevada”, explica Filipe Lopes, “e podemos ligar as coisas às pessoas.” A Cisco tem uma parceria com a Vodafone neste âmbito, com foco na tecnologia Meraki. “É uma dimensão importante da IoT em que as pessoas passam a ser um fator decisivo.”
Para o Millenium bcp, esse é um dado adquirido. Sérgio Magalhães, diretor de área no Digital Transformation Office, vai falar dos projetos IoT na gestão de atendimento e monitorização de tráfego. “Há outro tipo de projetos que estão ainda em fase de testes relacionados com a interação com cliente”, acrescenta o responsável, “com o objetivo de melhorar a experiência dos nossos clientes e aumentar a atratividade das nossas sucursais e das aplicações que o banco disponibiliza nos diversos dispositivos.”


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