Prémio Inovação NOS

Inovação, velocidade, conhecimento. O que importa na hora de começar uma empresa

Reinaldo Coelho, administrador, Francisco Mendes, empreendedor, e Nuno Martinho, académico, deram conselhos a quem quer lançar novos negócios

São as interrogações que passam pela cabeça de qualquer aspirante a fazedor: na hora de começar, como fazê-lo? Como cativar um consumidor que é diariamente bombardeado com centenas de novos produtos e serviços? Como convencer um investidor que tem à sua escolha centenas de outros aspirantes a fazedores? E, no melhor dos cenários, em que os primeiros “como” já foram conquistados, como sobreviver num mercado altamente competitivo?

Não há ciência e não há respostas certas. Na ronda final do debate que decorreu esta semana em Leiria, no âmbito do Prémio Inovação NOS, um administrador, um empreendedor e um académico partilharam conselhos sobre esta questão. No fim, ficam algumas certezas: a diferenciação, a rapidez e o conhecimento são condições essenciais para vingar na indústria 4.0.

“É importante encontrar soluções que marquem. Por isso, o meu conselho é que conheçam e percebam o consumidor final do vosso produto ou serviço. Encontrem forma de oferecer soluções criativas para o que estão a desenvolver e, seguramente, terão sucesso”, acredita Reinaldo Coelho, administrador da BA Vidro, na Marinha Grande.

Enquanto empreendedor, Francisco Mendes, cofundador da BeeVeryCreative, startup que desenvolve impressoras 3D, tem a experiência, na primeira pessoa, dos obstáculos que surgem a quem começa novos negócios. “Quando uma pequena ideia surge num pequeno grupo de pessoas, a velocidade é tudo e exige dois ou três ingredientes.” O primeiro desses ingredientes é a equipa. “Não tem de ser muito grande, mas tem de ser multidisciplinar.”

Depois, é preciso simplificar ao máximo, para que haja espaço para a rapidez de atuação. “Quando estamos na área do produto, em vez de nos deslumbrarmos com uma coisa muito complicada, temos de pensar na coisa que mais rapidamente colocamos no mercado. A partir daí, ou o produto falha e podemos melhorá-lo ou deixá-lo, ou é aceite e podemos procurar financiamento”, refere Francisco Mendes. Simplificando: “Nada de teses de doutoramento”, resume David Dinis, diretor da TSF, que moderou o debate.

Há ainda o conhecimento, acrescenta Nuno Martinho, coordenador da licenciatura em Engenharia Automóvel no Instituto Politécnico de Leiria (IPL). “A mais-valia que podem ter é levarem conhecimento para o mercado e nunca se esquecerem que têm de fazer sempre evoluir esse conhecimento. É isso que faz que o país nos possa oferecer melhores condições de vida”, acredita o professor.

Pelo meio, falta o financiamento, que mais dificilmente se resolve se olharmos apenas para dentro. “Portugal, em termos de investimento, não se compara a outros países. Mesmo a Europa está muito arrasada financeiramente”, diz o cofundador da BeeVeryCreative. Isto porque “não só o nível de investimento concedido é muito baixo” como é imaturo: “os business angels são uma coisa relativamente recente em Portugal.” Nada disto pode ser obstáculo. “Não estamos limitados. A nossa procura vai além das fronteiras.”

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Sindicato dos Motoristas “preocupado” com reunião entre Governo e Antram

O advogado e porta-voz do sindicato nacional dos motoristas, Pardal Henriques. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Pardal Henriques foi a personalidade mais mediática da greve

Outros conteúdos GMG
Inovação, velocidade, conhecimento. O que importa na hora de começar uma empresa