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Internacionalização das empresas “é quase imperativa”

Conferência AGEAS Seguros - "Como ser competitivo?".

( Miguel Pereira da Silva / Global Imagens )
Conferência AGEAS Seguros - "Como ser competitivo?". ( Miguel Pereira da Silva / Global Imagens )

A chave para o sucesso é o mercado global, sublinha o bastonário da Ordem dos Economistas.

As dimensões reduzidas da área territorial de Portugal podem ser um obstáculo para o sucesso, a longo prazo, das empresas nacionais. Por isso a importância de atravessar fronteiras e de explorar os mercados estrangeiros foi sublinhada por Rui Leão Martinho, bastonário da Ordem dos Economistas, numa intervenção denominada “A Internacionalização como chave do desenvolvimento e competitividade na região”, no Fórum PME Global. Para o representante dos economistas, a internacionalização “é quase imperativa”.

“O mercado português é estreito e não é suficiente para alimentar as empresas durante muito tempo. Para se sustentarem, a médio e a longo prazo, é necessário internacionalizar. Quando isso é bem feito, traz frutos e resultados. Um país destes é pequeno para satisfazer os interesses de uma empresa de qualquer setor”, afiançou Rui Leão Marinho.

O avanço da tecnologia, a redução nos custos de transporte – que implica maior mobilidade de pessoas e bens – e os incentivos financeiros europeus são algumas das facilidades que tornam mais simples aos empresários, hoje, equacionar a internacionalização. “O contexto europeu em que vivemos é favorável à mesma”, explicou o bastonário

Com a internacionalização vem, quase sempre, a exportação. Desde 2011, as exportações das empresas portuguesas aumentaram consideravelmente, mas tiveram de enfrentar desafios. Competir com os preços praticados pelos países do Leste ou pela China foi um deles, tal como perceber como exportar sem investir. “Internacionalizar, ter uma qualificação cada vez maior dos trabalhadores e dos quadros e, também, sermos cada vez mais produtivos são pontos fundamentais para qualquer empresa, de qualquer dimensão, estar neste mercado global tão concorrencial”, resumiu Rui Leão Martinho. O bastonário deu o exemplo de “casos de sucesso” na região de Viseu, como a Visabeira – em que 64% do seu resultado é alcançado fora de Portugal -, o grupo de Vinhos do Dão e a Eberspaecher, empresa alemã de componentes de automóvel.

Prevenção de riscos
Na mesma conferência, houve oportunidade ainda para aconselhar as empresas a investir na prevenção de riscos, de forma a que se evitem custos diretos e indiretos relacionados com a ocorrência de acidentes. Carmo Oliveira, diretora técnica do grupo Ageas Portugal, exemplificou o problema com a possibilidade da ocorrência de um incêndio. “Nesse caso, não é transferido para a seguradora o valor comercial do edifício, mas apenas o valor da reconstrução. O resto terá de ser suportado pela empresa”, explicou, para frisar a importância da prevenção de riscos. Afinal, de acordo com um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, citado pela diretora da Ageas, “cada euro investido em prevenção tem um retorno de 2,20 euros”. Considera por isso que “não se trata de um custo mas de um investimento”.

A próxima conferência Fórum PME Global, do Ciclo de Conferências Ageas Seguros/Ordem dos Economias, está agendada para o dia 23 de maio, em Loulé.

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