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Já não é preciso “regar no molhado”

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Soluções tecnológicas desenvolvidas pela PT Empresas permitem um tipo de rega inteligente, com menos desperdício de água, menor consumo e maior poupança.

Num campo agrícola de alguma dimensão, fatores como a orografia, a exposição solar ou o tipo de cultura podem fazer com que, numa mesma propriedade, existam diferentes necessidades hídricas separadas por alguns metros. Os sistemas de rega automática tradicionais estavam apenas programados para ligar e desligar a horas previamente determinadas, mas hoje tornaram-se sistemas inteligentes, capazes de atuar conforme a análise de múltiplos parâmetros.

“Esta é uma solução que foi evoluindo de forma significativa nas últimas duas décadas, muito também em resposta aos pedidos dos clientes”, afirma Mário Sousa, da direção de produto da PT Empresas. “Um agricultor na zona de Santarém tinha a rega programada mas, se começava a chover, o sistema de rega automática era acionado à mesma. Não havia maneira de o desligar. As soluções mais simples passaram a permitir ligar e desligar o sistema de rega remotamente. Hoje as soluções permitem ler uma série de parâmetros, do solo à humidade ou outros e, perante isso, ‘decidir’ se a rega é ou não necessária”, exemplifica Mário Sousa.

Na prática, são colocados vários sensores num campo, introduzidos os diferentes parâmetros de análise no sistema e, em função de cada sensor, é espoletada uma ação concreta para o espaço onde este se encontra. “Conseguimos gerir os recursos hídricos do meio envolvente e com isto ter uma redução de custos muito significativa”, afirma Mário Sousa.

Em termos de maturidade, esta é uma solução que reúne tanto tecnologia com 20 anos como outra muito mais recente. “É uma área que tem evoluído imenso, há soluções que permitem funções que seriam impensáveis há um ou dois anos”, assume o responsável da PT Empresas.

Estes sistemas de rega inteligentes – procurados não apenas por explorações agrícolas mas também por autarquias, para uma melhor gestão hídrica dos espaços verdes – trabalham com todo o tipo de parâmetros. “Podemos ter parâmetros introduzidos manualmente, em que há um portal em que isso pode ser feito ou, em função do que é a previsão meteorológica para os próximos dias, pode haver uma atualização automática. É o cliente que faz esta gestão”, explica Mário Sousa, para quem este é um projeto claramente associado a um aumento de sustentabilidade ambiental, na medida em que promove a redução do consumo, dos custos e do desperdício de água.

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