Poupança para a Vida

João Duque: “Mais poupança, melhor investimento”

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João Duque: “Mais poupança, melhor investimento”

O economista defende que é urgente estimular a poupança de modo a que o investimento passe a ser feito sobretudo com fundos nacionais.

Afirmou que estamos a perder o futuro. Há alguma forma de evitar esta perda?
Se estimularmos a poupança, de alguma maneira estamos a congregar meios financeiros para acudir ao investimento. Não termos poupança nacional que faça o apoio ao investimento leva para o exterior o rendimento desse investimento: de juros, lucros, rendas, salários, apenas ficam os salários, pelo que vamos perder uma parte muito significativa do esforço de trabalho que faremos. A maneira que vejo de reganharmos este futuro é conseguirmos estimular a poupança, para que depois, tendo os meios financeiros, possamos acudir ao investimento, tão necessário a Portugal.

Pôs a hipótese de que uma subida menor dos salários pudesse estimular a poupança, nomeadamente dirigindo o dinheiro “poupado” pelo Estado para o fundo de pensões da Segurança Social…
Foi apenas um exemplo que me ocorreu. Podemos dizer outra coisa: vou reduzir o imposto sobre os lucros para estimular a poupança, por exemplo. Mas acho que as pessoas têm de sentir que há uma urgência em poupar para financiarmos o nosso futuro. E isto de duas maneiras: para já, para financiar o investimento e ter o benefício de termos o investimento nacional financiado por nós; segundo, para em termos individuais e familiares podermos fazer face a problemas graves que podem ocorrer se a Segurança Social não estiver perfeitamente capitalizada. E temo que a Segurança Social não esteja capitalizada para aguentar uma alteração muito significativa na estrutura etária portuguesa. Mas tudo isto pode mudar se muitos jovens vierem trabalhar e ter filhos para Portugal.

E isso pode acontecer?
É difícil prever, mas fazem-se alguns esforços. Ainda hoje ouvimos que a Web Summit vai ficar mais uns anos em Portugal, se isso for um motor catalisador de empresas sólidas, de alto valor acrescentado, que captam muitos jovens e têm bons salários, nem vamos ter problemas nenhuns. Temos é de potenciar essas oportunidades.

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