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Mais inteligência para uma melhor circulação na cidade

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Os sistemas de mobilidade urbana têm evoluído na última década, com o big data e a IoT a permitirem uma gestão mais eficaz do tráfego e do estacionamento.

Sair de casa, entrar no carro e, ao mesmo tempo, estar desde já “estacionado” no centro da cidade, num lugar pré-reservado a partir daquele momento. Pode parecer um cenário de ficção – muito desejado para quem se debate com os problemas de estacionamento urbano – mas é já uma realidade, possível através das mais recentes soluções tecnológicas. Ao mesmo tempo, nas grandes cidades, é cada vez mais simples garantir a fluidez do trânsito com recurso à análise de dados permitida por soluções que cruzam o big data com a IoT.

“Na última década, a mobilidade tem tido uma evolução perfeitamente disruptiva face ao que era o padrão anterior. Isto porque a transformação digital tem contribuído de forma significativa para a evolução destas soluções”, assume Mário Sousa, da direção de produto da PT Empresas. Esta é uma situação que se deve não só aos avanços tecnológicos associados ao big data que, mais do que recolher dados, permite transformá-los em informação relevante, e à IoT, mas também a uma maior procura de soluções por parte da sociedade.

A gestão do espaço público e do trânsito nas cidades é cada vez mais uma prioridade para as autarquias e também para as empresas, que procuram oportunidades de otimizar custos, ser melhores do que os seus concorrentes e ter processos de gestão mais eficazes dos seus colaboradores. Têm por isso um papel fundamental como impulsionadores do desenvolvimento de soluções tecnológicas.
Mas Mário Sousa não deixa de lado o consumidor comum. “Todos nós somos cada vez mais dependentes das aplicações que temos nos telemóveis, quer seja para saber o estado do trânsito quer a previsão meteorológica”, diz.

Uma das áreas que tem ganho com os avanços da investigação é a da gestão de tráfego. “A evolução que temos tido do ponto de vista tecnológico permite uma gestão mais eficiente. O que conseguimos fazer hoje é muito mais eficaz do que o que conseguíamos fazer há uns meses”, afirma o responsável da PT Empresas, que recentemente ganhou o concurso da Câmara Municipal do Porto para a implementação de uma solução de gestão de tráfego.

Este tipo de ferramenta implica a instalação de um conjunto de câmaras e sensores que controlam tudo, nomeadamente permitindo que os semáforos mudem de acordo com o trânsito presente no local minuto a minuto e não segundo uma temporização predefinida, o que garante uma maior fluidez no trânsito. “Outra possibilidade é a de ter a informação sobre o número de viaturas que passou por dia, ou num certo intervalo de tempo, num determinado local, de modo a permitir uma otimização da gestão do tráfego”, acrescenta Mário Sousa. A partir daí, exemplifica, torna-se fácil perceber que uma rotunda, e não os semáforos, é a solução mais inteligente para o escoamento de tráfego num determinado local.

“É um tipo de solução cujos dados, cruzados por exemplo com os da monitorização ambiental, a tornam muito mais rica. Consegue recolher dados que ajudam a perceber se as alterações de caráter ambiental estão relacionadas com o trânsito no local e quais as soluções que devem ser encontradas”, acrescenta Inês Ferreira, responsável de IoT da PT Empresas, que sublinha que este tipo de tecnologia permite também dar uma resposta rápida a situações anómalas.

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