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Mercado abastecedor impulsionou crescimento da região de Faro

Presidente da Câmara Municipal de Faro,
Rogério Bacalhau.
( Algarvephotopress / Global Imagens )
Presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau. ( Algarvephotopress / Global Imagens )

Com a capacidade atual preenchida, o MARF prepara-se para poder receber mais empresas, além do investimento do novo pavilhão para o grupo DPD.

A importância do Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF), tanto no Algarve como no Baixo Alentejo, tem vindo a aumentar, de tal forma que o espaço atual já não é suficiente. Está a ser preparado um novo pavilhão que já tem “dono”, mas, com mais espaço disponível, a expectativa é de que mais empresas possam fixar-se no local e assim criar ainda mais emprego.

“Para o concelho, mas também para a região, o MARF é um equipamento estratégico”, realçou Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro. O mercado contribuiu decisivamente para o crescimento do sul do país desde que abriu portas em 2008. “Até ao ano passado apresentou sempre resultados negativos porque ainda estava a compensar o investimento inicial, mas neste momento os resultados são positivos”, explicou o autarca. O volume de negócios em 2019 foi de 1,495 milhões de euros.

O grupo DPD vai apostar forte no novo pavilhão de 3282 metros quadrados. Para o MARF, é interessante que a empresa faça dali a sua distribuição, contribuindo assim para o desenvolvimento do Algarve. “Neste momento, o MARF tem a capacidade completamente cheia, nós estamos a fazer investimentos para mais uma nave, investimento de um milhão e meio de euros que ficará concluído neste ano”, explicou Rogério Bacalhau.

“Nós temos capacidade de crescimento e há empresas a procurar”, acrescentou. Quando o grupo DPD se mudar para o novo espaço, ficarão livres cerca de 1500 metros quadrados (dos 322 730 metros quadrados de área total do mercado), preparados para receber empresas interessadas em entrar no MARF.

“Neste momento, o MARF está numa fase bem positiva”, salientou. Rogério Bacalhau afirmou ainda que o ter de criar mais um espaço no mercado algarvio, significa também que “a economia está a fortalecer-se, a desenvolver-se e o MARF contribui exatamente para isso”. Atualmente o mercado tem 56 operadores, sem contar com os pequenos produtores.

Porém, quando se fala desta expansão poder criar mais emprego, contribuindo assim para que mais pessoas se fixem na região, o autarca alerta para a falta de mão-de-obra.
“As empresas no MARF trabalham todo o ano, não têm época alta ou baixa. Na época alta podem produzir e distribuir mais, mas trabalham todo o ano e isso é muito positivo porque dá estabilidade a quem lá trabalha todo o ano. O problema no Algarve é o contrário. O que mais precisamos é de mão-de-obra. O desemprego está muito baixo neste momento e há falta de mão-de-obra. Vários setores não conseguem crescer [por essa razão]. É uma realidade que o Algarve e o país estão a sentir.”

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