Lisbon Mobi Summit

“Ninguém sai de mãos a abanar desta experiência de partilha”

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Neste ano concorreram 130 startups. Destas, 80 foram selecionadas pela Beta-i que as sujeitou à avaliação.

Na terceira edição deste programa de inovação focado na mobilidade, a ideia é abrir as empresas a novas soluções de startups que, como condição de seleção, devem ter um produto minimamente viável (MVP, na sigla em inglês). Não basta uma ideia. As equipas têm de ter criado um protótipo de uma solução de mobilidade que funcione.

Neste ano concorreram 130 startups. Destas, 80 foram selecionadas pela Beta-i que as sujeitou à avaliação de todos os parceiros sem exceção: Câmara Municipal de Lisboa, NOS, Cisco, Axians, Tomi, Turismo de Portugal, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Carris, Metro, EMEL, Brisa, Ferrovial e Daimler.

As startups começaram por explicar, num pitch escrito e num curto vídeo, o que pretendiam testar em casa dos parceiros; e estes decidiram se o projeto viria ou não a acrescentar valor às suas organizações.

Do total de 80, foram escolhidas 30 startups que passaram à fase do pitch online. Na última fase da seleção ficaram 24 startups que foram convidadas a viajar a Lisboa e a participar no bootcamp dedicado às soluções de mobilidade. Quatro eram portuguesas e as restantes com origem em países como África do Sul, Rússia, Canadá, Suécia, Espanha, Reino Unido e Alemanha.

Durante uma semana, estas 24 empresas de alto potencial de crescimento trabalharam nos seus projetos juntamente com os parceiros no oitavo piso da sede da Beta-i, na Avenida Casal Ribeiro, em Lisboa. Deviam conhecer-se e alinhar estratégias, explicou, no penúltimo dia do bootcamp, Gonçalo Faria, diretor do SOL.

Foram cinco dias, em meados de julho, cada um com uma temática: segunda-feira foi dedicada à estrutura dos projetos, terça-feira ao modelo de negócio, quarta-feira às parcerias técnicas, quinta-feira às competências de apresentação de projetos-piloto e o último dia, das 09.30 às 15.45, foi ocupado com os pitch finais – a última hipótese que as startups tiveram de impressionar os parceiros e de lhes dizer de que forma poderiam contribuir para os seus negócios.

Seguiu-se a reunião de parceiros para decidir aquelas que passavam para a fase de projeto-piloto.
Houve vários pitchs de startups para parceiros e vice-versa. As empresas também se apresentaram e disseram ao que vinham. Afinal, o que se pretendia era fazer um namoro que acabasse em casamento com um final feliz – com ambas as partes a sair ganhadoras. Entre si, os partners também se conheceram e trocaram ideias.

Uma das novidades deste ano é que, além dos matches (parcerias) entre startups e parceiros, existiu a possibilidade de projetos entre parceiros e parceiros e mesmo entre startups e startups, explicou Gonçalo Faria ao Dinheiro Vivo. Para aqui chegar foram úteis as one-to-one meetings, reuniões individuais entre duas partes. Para as startups, o facto de poderem vir a ser integradas no mundo corporativo através de um projeto-piloto é uma oportunidade única para testarem as suas soluções no terreno, junto do mercado real, e, muitas vezes, dentro das paredes de potenciais clientes.

Os custos são partilhados ou mesmo cobertos pela entidade parceira e, no final, se a organização gostar da “relação” pode contratar a startup para um projeto real – o sonho de muitos fundadores com quem o Dinheiro Vivo falou. Alguns empreendedores estrangeiros querem mudar-se para Lisboa enquanto outros encontram empresas parceiras em Lisboa que lhes permite gerir o projeto-piloto à distância.

Depois do bootcamp, que terminou no dia 13 de julho, os parceiros escolheram 15 startups que estão dispostos a acolher durante dois meses, dentro das suas casas.

Ninguém se despediu com as mãos a abanar. “Todas as startups saíram da experiência com algum tipo de parceria para agora ou depois, noutra zona geográfica, noutro momento do tempo ou noutro contexto”, destacou Gonçalo Faria. De 16 de julho a 16 de setembro decorre a fase de preparação, em que se define o plano de trabalhos, os dados e a tecnologia que as equipas precisam e quem são as pessoas a contratar dentro das organizações. Daqui parte-se para a experimentação que acontece de 17 de setembro a 14 de novembro. O demo day, o dia da apresentação dos resultados, é a 15 de novembro.

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