Heróis PME

Pequenas e Médias Empresas têm de enfrentar desafio digital

Braga, 26/03/2019 - Decorreu esta manhã, num auditório do Hotel Meliã, a 3ª edição Heróis PME. A iniciativa premeia empresas que, diante de uma dificuldade ou oportunidade de negócio, tiveram a coragem de fazer escolhas difíceis e foram bem sucedidas.
Na foto: Susana Pascoal, moradora ; Miguel Soares, CEO da Partteam  e Oemkioskes ; Valentino Pereira, sócio gerente da iTEC ; Marcos Lopes, responsável transformação digital Yunit
(Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)
Braga, 26/03/2019 - Decorreu esta manhã, num auditório do Hotel Meliã, a 3ª edição Heróis PME. A iniciativa premeia empresas que, diante de uma dificuldade ou oportunidade de negócio, tiveram a coragem de fazer escolhas difíceis e foram bem sucedidas. Na foto: Susana Pascoal, moradora ; Miguel Soares, CEO da Partteam e Oemkioskes ; Valentino Pereira, sócio gerente da iTEC ; Marcos Lopes, responsável transformação digital Yunit (Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)

A transformação digital das PME nacionais esteve em debate num evento promovido pela Yunit Consulting, em Braga.

“Não há volta atrás na transformação digital. Uma vez iniciada, não se consegue voltar atrás e as empresas têm consciência desta necessidade que, muitas vezes, se transforma numa preocupação”, disse Susana Pascoal, diretora de marketing da Victoria Seguros, na abertura do IV Encontro Yunit/Heróis PME sobre “As PME e o desafio da transformação global”.

O evento decorreu em Braga e juntou dezenas de empresários que, embora estejam a várias velocidades na transformação digital, estão conscientes de que é um processo “inevitável” e “inadiável”. “Há quem tema que o digital possa retirar recursos humanos das empresas, mas não é verdade. O digital vai reformar os recursos humanos, que é algo muito diferente”, frisou Miguel Soares, fundador e CEO da Partteam & Oemkiosks, uma empresa de quiosques e mupis digitais, presente em mais de vinte países em todo o mundo. Pelo seu trabalho, Miguel Soares é um “Herói PME”. Na sua empresa tem milhares de desenhos que tornam cada quiosque diferente e exclusivo, respondendo às exigências de cada cliente.

Sem dúvidas sobre a necessidade da digitalização empresarial, está também Valentino Pereira, sócio-gerente da ITEC, uma empresa criada há 13 anos e que é já um dos principais players da indústria automóvel em Portugal e Espanha. “As empresas têm de estar de tal forma que, fora das instalações, através do telemóvel, por exemplo, seja possível realizar qualquer tarefa. Ou avançamos no digital ou estamos fora”, referiu. E, a indústria automóvel “não pode ficar de fora, porque é necessário estar constantemente a par das mudanças e das inovações”.

De acordo com um estudo de benchmarking da IDC, de 2018, citado no encontro, “em 2021, metade da economia mundial estará digitalizada mas, em Portugal, na mesma altura, apenas 33% da economia o estará”. Segundo o MIT, as empresas “mestres em transformação digital” serão 26% mais lucrativas do que a média do setor em que estão. E, por setor, entenda-se calçado, têxtil, indústria automóvel e outros.
“De norte a sul do país, há um ponto em comum em todos os empresários de todos os ramos: querem estar preparados para o futuro e ter sucesso”, afirmou Bernardo Maciel, CEO da Consultora Yunit. Para este especialista, o futuro das pequenas e médias empresas passa por “pensar o negócio de forma diferente e mais simplificada”. “É possível”, garantiu aos empresários minhotos.
“O processo começou verdadeiramente em 2006 com Steve Jobs e nunca mais parou”, explicou Marcos Lopes, ex-diretor da Agência Nacional de Inovação e consultor. E simplificou: “A transformação digital consiste em ver e perceber o que o cliente quer e realizá-lo, muitas vezes, antes mesmo do cliente saber que vai precisar dessa nova ferramenta ou desse novo processo.” “O foco tem de estar sempre no cliente e na humanização dos produtos”, finalizou.

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