Seeds for the future

Plantar formação e colher talento para a quinta geração móvel

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Todos os anos, dez dos melhores estudantes portugueses ligados à engenharia e às telecomunicações são selecionados pela Huawei para uma experiência tecnológica na sede da empresa em Shenzhen, na China.

A construção do futuro começa hoje, com a aposta na formação e especialização dos talentos que, amanhã, serão os responsáveis por liderar a nova onda de inovação tecnológica. A pensar nisto, a Huawei Portugal voltou, pelo quinto ano consecutivo, a selecionar dez dos melhores alunos do país, ligados às áreas da engenharia e comunicações, para uma experiência de campo na China durante duas semanas. No âmbito do Seeds for the Future, a marca chinesa preparou um programa que pretende contribuir “ativamente para a capacitação do talento em Portugal e para o desenvolvimento das TIC no país, uma área cada vez mais relevante para a economia nacional”, afirma Diogo Madeira da Silva, responsável de comunicação.

Estes jovens universitários – que se juntaram a centenas de alunos de outros países -, tiveram a oportunidade de viajar para Pequim e mergulhar na cultura de uma nação onde a inovação e a transformação digital têm alavancado o prestígio da China no mundo. Além da descoberta cultural, o programa previa uma semana de formação intensiva, através de workshops com engenheiros da marca, em Shenzhen, a cidade que alberga a sede da tecnológica chinesa. É ali que se encontra “uma das mais avançadas e inovadoras instalações de Investigação & Desenvolvimento (I&D) do mundo”, berço da tecnologia 5G que a Huawei quer levar a todos os cantos do globo e cuja importância compara ao aparecimento da eletricidade. “O 5G constitui uma oportunidade única para toda a comunidade mundial. Estamos a criar uma nova era de rapidez e a Humanidade entra, assim, numa era do mesmo nível do início da eletricidade”, defendeu Guo Ping, líder da empresa, na última edição da Web Summit, em Lisboa.

A iniciativa Seeds for the Future – presente em mais de 125 países através de 400 instituições de ensino superior – contribui também para a estratégia da Huawei em atrair, nos próximos anos, cinco milhões de programadores para o seu ecossistema 5G. Para lá chegar, compromete-se a manter investimentos no valor de 1,5 mil milhões de dólares (1,36 mil milhões de euros).

Novos horizontes

A construção de uma sociedade mais aberta e conectada implica, necessariamente, o intercâmbio de conhecimento e a partilha de experiências. Entre os quatro estudantes portugueses ouvidos pelo Dinheiro Vivo, a ideia de que o programa representou uma “experiência única e inesquecível”, do ponto de vista pessoal e académico, é consensual entre todos. Ricardo Santos, aluno de mestrado em Engenharia de Telecomunicações e Informática do Instituto Superior Técnico (IST), realça “a oportunidade de vivenciar o dia a dia” do povo chinês, de visitar os seus monumentos e locais históricos, mas também de aprender as bases do mandarim. Para Sofia Patrício, que frequenta o mesmo mestrado na instituição, a experiência permitiu-lhe aprender mais sobre a sua “capacidade de adaptação e espírito de aventura”, assim como estar em contacto com os “profissionais que ambicionamos ser” no futuro.

E porque a abertura das empresas à comunidade académica é essencial para transportar os alunos da teoria à prática, a visita aos escritórios da Huawei foi o ponto alto da iniciativa. “Sem dúvida que tudo o que aprendi durante as duas semanas do programa será útil no meu futuro”, conta João Valente, aluno de mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da UTAD, que destaca a oportunidade de trabalhar com as redes 4G e 5G. O colega de mestrado do Instituto Politécnico de Leiria, João Parracho, concorda e refere o roteiro “bem estruturado e com um excelente balanço entre o lado cultural e o tecnológico”, que permitiu aprofundar conhecimento sobre temas da atualidade como o 5G, o cloud computing, a inteligência artificial ou o big data. Ricardo Santos explica ainda como pôde compreender, através do Seeds for the Future, mais sobre “as áreas que vão ser revolucionadas” pela chegada da nova tecnologia de rede, dando como exemplo a medicina, que num futuro muito próximo permitirá a um cirurgião “realizar uma operação remotamente”.
A quarta revolução industrial, associada à inovação tecnológica, faz parte da estratégia corporativa da

marca chinesa, que apostou 10% das receitas de 2018 em I&D, um valor que pretende que atinja, nos próximos anos, o marco dos 20%. É também por isso que este programa de formação representa, segundo Diogo Madeira da Silva, “o compromisso contínuo que a Huawei tem com Portugal, bem como o investimento que tem vindo a ser feito ao longo dos 15 anos de presença no país”. Para a empresa, é essencial continuar a plantar as sementes do conhecimento que permitirão, no futuro, colher talentos que ajudem a transformar o mundo.

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