Conferência Ageas Seguros

“Portugal tem pouco dinheiro para ajudar a economia”

Camilo Lourenço e José Gomes, CEO da Ageas Seguros
(Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)
Camilo Lourenço e José Gomes, CEO da Ageas Seguros (Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)

Verbas comunitárias serão essenciais para a recuperação, mas é preciso “reformular a arquitetura dos fundos”.

O Fórum PME Global da Ageas Seguros em Viana do Castelo contou com intervenções do Bastonário da Ordem dos Economistas, Rui Leão Martinho, e do docente do ISCTE, Rui Vinhas da Silva. Ambos focaram a importância do apoio financeiro da União Europeia à atividade económica do país, no atual contexto. “Quanto ao Estado ter meios para ajudar empresas, vamos ter de entrar nos fundos europeus, nomeadamente, nas subvenções”, avisou Rui Leão Martinho, que foi questionado por Camilo Lourenço se “Portugal tem dinheiro para ajudar a economia”. “Tem muito pouco”, respondeu, aludindo à tendência, devido à conjuntura, de agravamento das dívidas pública – “a 3ª da União Europeia, neste momento”- e externa.

“Estamos numa situação em Portugal, que sem ser dramática, é preocupante e difícil. E merece a atenção e trabalho de todos”.
Rui Leão Martinho
Bastonário da Ordem dos Economistas

Rui Vinhas da Silva, convidado a falar sobre ‘Estratégia e competitividade da economia regional” sublinhou a necessidade de reformular “a arquitetura dos fundos comunitários”, por forma a obter melhores resultados para a economia portuguesa. “É um imperativo fazer-mos isso, sob pena dos resultados serem sempre os mesmos. Nós crescemos menos que a média dos outros países”, notou, deixando um alerta: “Se tivesse que dizer alguma coisa neste contexto, é que este triângulo entre administração pública, empresas e universidades tem de ser real e funcionar de forma muito muito articulada, senão a coisa não vai lá”.

No seguimento desta intervenção, Camilo Lourenço, comentou: “É um dos desafios mais importantes, saber como é que vamos reformar todo o edifício, que nós montamos nos últimos quase 40 anos, para utilizar os fundos comunitários. Como é que vamos usar os 30 milhões de euros do próximo quadro comunitário e os 26 mil milhões (do fundo de ajuda), com uma estrutura desajustada aos problemas e desafios da economia portuguesa”.

Num fórum dedicado às estratégias de produtividade das empresas, que agora enfrentam o impacto da crise sanitária, a Ageas Seguros focou a importância dos empresários investirem na prevenção e gestão de risco “como chave da eficiência do negócio”. Alexandra Catalão, diretora de Marketing da Ageas Seguros, divulgou a aposta que aquela seguradora tem feito num serviço gratuito de análise de risco, que, até agora, já interveio em “cerca de mil empresas” a nível nacional. A intervenção compreende “um diagnóstico e introdução de medidas corretivas”, que permite “reduzir os custos indiretos da sinistralidade laboral”. Prevenindo acidentes de trabalho que, mesmo que cobertos por um seguro, acabam por interferir, em termos práticos, por exemplo, “na continuidade da produção, em caso de baixa de um trabalhador específico para o qual não há substituto no imediato”. Segundo Alexandra Catalão, um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, indica que “por cada euro investido pelas empresas na prevenção, há um retorno de 2,20 euros”. E concluiu: “A prevenção de riscos não é uma despesa, é um investimento”.

Gustavo Barreto, diretor-geral de Distribuição e Marketing na Ageas Seguros, também referiu a criação de uma aplicação que permite aos clientes fazer a referida análise de risco de forma remota.

“A Ageas Seguros lançou o Prémio Inovação para a Prevenção. É uma iniciativa que pretende premiar a empresa que mais se distingue em Portugal, falando de PME.

José Gomes
CEO da Ageas Seguros

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