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“Precisamos de aprender a usar bem as redes sociais”

(Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)
(Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)

Oradora motivacional, Mafalda Ribeiro foi a convidada desta semana do ciclo de entrevistas públicas do GrupoPortoBay.

Mafalda Ribeiro estudou Jornalismo e acredita no poder da comunicação, em especial no das redes sociais. “Precisamos de aprender a usar bem as redes sociais. E não dar atenção a coisas sem importância. A comunicação é uma arma”, disse a oradora motivacional, que vive desde sempre com uma doença rara que a obriga a deslocar-se de cadeira de rodas. Acredita no poder da imprensa mas não quer estar do lado dos media. Quer sim explorar formas de passar o melhor possível a sua mensagem através dos meios de comunicação. “Eu respondo àquilo que quero e não àquilo que ele [o jornalista] quer”, afirmou, para dar o exemplo do que podemos conseguir com a mensagem certa e de que é possível manipular os conteúdos e as notícias (no bom sentido) para ajudar as pessoas a serem mais felizes e motivadas. É que, na sua opinião, somos “mornos e distraídos”.

De onde vem toda esta vontade? Durante a entrevista pública do ciclo 30 Portugueses, Um País, desabafou com os presentes que sente que veio a este mundo com uma missão. Enquanto oradora motivacional, dirige-se a todos e não apenas a pessoas com deficiência e usa a sua vida e testemunho “para abanar as consciências.” Demitiu-se dos quadros de uma empresa de comunicação para se lançar por conta própria e hoje é convidada para palestras e eventos.

A Mafalda esteve sempre bem consigo própria como parece estar hoje?, perguntou o moderador. Uma pergunta que lhe fazem com frequência. “Nada satisfaz os jornalistas”, disse. Uma vez, no final de uma entrevista, pediram-lhe para tirar a máscara e contar como era realmente a sua vida. “Não acreditam em mim.” Está certa de que a sua força e otimismo, apesar da doença [osteogénese imperfeita] vêm da sua identidade e finalidade.

A sua mensagem passa pela responsabilização individual. Não temos apenas direitos, mas também deveres e responsabilidades. Cada um tem de fazer a sua parte, sugere. Elogia Ana Sofia Antunes, a atual secretária de Estado para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, quando a política, a primeira pessoa cega a ocupar um cargo governativo em Portugal, declara que já chega de falar e que é tempo de agir. Contudo, considera que há uma mudança de mentalidades em Portugal no que toca à defesa dos diretos das pessoas com deficiência.

“Sou como a Mafalda, uma pessoa muito positiva”, disse, sentado entre o público, o convidado desta semana, Tim Vieira. O empreendedor e investidor, que integrou Mafalda Ribeiro na promoção de um dos seus investimentos, o “caderno infinito”, um caderno branco em que se pode escrever com caneta e apagar, diz que somos a média das cinco pessoas com quem passamos mais tempo. E por isso quer estar próximo de Mafalda. “Preciso de ter pessoas assim na vida para melhorar a minha média.”
O empresário Dionísio Pestana será o convidado da próxima semana deste ciclo de encontros.

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